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Treino de força: novo consenso científico derruba mitos e facilita rotina de exercícios

Treino de força: novo consenso científico derruba mitos e facilita rotina de exercícios
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A quebra de paradigmas no treinamento físico

Manter uma rotina de exercícios físicos acaba de ganhar um aliado importante: a ciência. Após 17 anos de espera, o American College of Sports Medicine, referência mundial em medicina esportiva, publicou novas diretrizes que simplificam o entendimento sobre o treino de força. O documento, que analisou 137 revisões sistemáticas com mais de 30 mil participantes, conclui que qualquer volume de atividade resistida é capaz de gerar ganhos significativos para a saúde, independentemente da idade do praticante.

Essa mudança de perspectiva é fundamental para combater o sedentarismo. O consenso aponta que sair da inatividade para um nível mínimo de esforço já promove melhorias na massa magra, na potência muscular e na funcionalidade do corpo. O objetivo é claro: desmistificar a necessidade de protocolos rígidos ou horas intermináveis dentro de academias, tornando a prática acessível a um público muito mais amplo.

Flexibilidade e o fim da falha muscular

Um dos pontos mais relevantes do novo documento é a desconstrução da ideia de que o treino só é eficaz se levado até a falha muscular. Historicamente, muitos iniciantes abandonavam a prática por não conseguirem atingir esse nível de exaustão. Agora, as diretrizes reforçam que a constância é o fator determinante para o sucesso a longo prazo, e não a intensidade extrema em cada sessão.

A profissional de educação física Carla Montenegro, do Espaço Einstein de Esporte e Reabilitação, do Hospital Israelita Albert Einstein, destaca que o treino resistido vai muito além da musculação tradicional com pesos. “Pode ser o peso do próprio corpo, elásticos ou movimentos cotidianos. Levantar-se da cadeira, por exemplo, já é um tipo de exercício de força”, explica. A recomendação atual prioriza a regularidade semanal, adaptada à realidade de cada indivíduo, em vez de exigir um modelo único de séries e repetições.

Envelhecimento, autonomia e saúde preventiva

O treino de força é um pilar central para o envelhecimento saudável. A perda natural de massa muscular, que se intensifica após os 30 anos, impacta diretamente a autonomia do indivíduo. A prática regular atua como um mecanismo de preservação da funcionalidade, melhorando o equilíbrio, a mobilidade e reduzindo drasticamente o risco de quedas em idades avançadas.

Além da questão física, a atividade resistida tem um papel preventivo crucial contra doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares. A orientação de um profissional de educação física continua sendo recomendada para ajustar as cargas e os movimentos, garantindo que o exercício seja seguro e adequado às limitações e objetivos de cada pessoa. Como reforça a especialista, o mais importante é entender que “treino bom é treino feito”.

Para se manter atualizado sobre as descobertas que impactam sua saúde e bem-estar, continue acompanhando o M1 Metrópole. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, baseadas em evidências científicas e contextualizadas com a realidade do seu dia a dia. Acompanhe nossas próximas reportagens para entender como pequenas mudanças de hábito podem transformar sua qualidade de vida.

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