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Defesa alega surto após uso de remédio por DJ que atropelou e matou homem em SP

Defesa alega surto após uso de remédio por DJ que atropelou e matou homem em SP
Foto: Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais e TV Globo

Alegada combinação de substâncias e o atropelamento em Santo Amaro

A defesa do DJ e produtor musical Dani Brasil apresentou, nesta sexta-feira (9), uma versão para o atropelamento que resultou na morte de um homem em situação de rua em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Segundo o advogado Renato Marques Martins, o artista teria consumido bebida alcoólica e o medicamento zolpidem — indicado para o tratamento de insônia — após a morte de seu animal de estimação. A tese central da defesa é de que a mistura das substâncias teria provocado um surto psicótico, levando o DJ a perder a consciência sobre seus atos.

O caso, que chocou a região, ocorreu nas primeiras horas da manhã de sexta-feira. De acordo com informações da Polícia Militar, o motorista, que conduzia uma BMW, desobedeceu a uma ordem de parada na Avenida Padre José Maria. Durante a tentativa de fuga, o veículo entrou na contramão e atingiu a vítima, que dormia na calçada sob a estrutura da Linha 5-Lilás do metrô. O homem foi arrastado por cerca de 400 metros até o interior do Centro Esportivo Santo Amaro, onde o condutor foi detido em flagrante.

Alegação de surto e a busca pela liberdade provisória

O advogado de Dani Brasil sustenta que o cliente não possui lembranças do ocorrido. “Ele me disse que estava em casa, muito triste pela morte do cachorro, que havia bebido pouco, mas que tomou zolpidem para dormir. Isso deve ter levado a um surto. Ele não se lembra do que aconteceu, só recorda de ter um ataque de pânico no carro e recobrar a consciência apenas na delegacia”, afirmou o defensor. O teste do bafômetro realizado no local indicou um índice de 0,6 de álcool, confirmando a embriaguez ao volante.

A estratégia jurídica da defesa agora se concentra na audiência de custódia, prevista para este sábado (10). O objetivo é solicitar que o artista responda ao processo em liberdade. O advogado argumenta que o DJ é réu primário, possui residência fixa no Brasil e exerce ocupação lícita. “Vamos pedir para ele responder a esse processo solto, porque ele é trabalhador, tem uma carreira sólida e nunca cometeu um crime na vida. Ele tem todas as condições de responder, nem que seja com tornozeleira eletrônica”, reforçou Martins.

Contexto do acidente e desdobramentos policiais

A vítima, cuja identidade não foi revelada pelas autoridades, chegou a ser socorrida por uma ambulância e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santo Amaro, mas não resistiu aos ferimentos. Vídeos que circulam sobre o caso mostram o momento em que o veículo arrasta o pedestre, evidenciando a gravidade da ocorrência. O caso foi registrado no 11º Distrito Policial, responsável pela condução das investigações iniciais.

Embora a defesa reconheça a responsabilidade do artista pelo desfecho trágico, o foco da argumentação jurídica permanece na ausência de dolo direto, atribuindo o comportamento errático aos efeitos colaterais da medicação combinada com álcool. A sociedade aguarda agora os próximos passos da Justiça paulista, que deverá decidir se o DJ permanecerá detido ou se poderá aguardar o desenrolar do inquérito em liberdade. O M1 Metrópole segue acompanhando o caso e trará atualizações assim que novas informações forem disponibilizadas pelas autoridades competentes. Para se manter informado sobre este e outros temas relevantes, continue acompanhando nossa cobertura diária.

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