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IBGE aponta queda no desemprego para 5,2% e menor taxa para o terceiro trimestre desde 2012

IBGE aponta queda no desemprego para 5,2% e menor taxa para o terceiro trimestre desde 2012
© Tomaz Silva/Agência Brasil

A taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,2% no terceiro trimestre, marcando o menor índice já registrado para este período específico desde o início da série histórica, em 2012. O indicador apresentou queda em relação aos 5,4% observados no segundo trimestre deste ano e também ficou abaixo dos 5,6% contabilizados no terceiro trimestre de 2025. O cenário reflete o dinamismo recente do mercado de trabalho brasileiro.

Os números oficiais fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada em uma sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a nova retração, o contingente de pessoas desocupadas no país recuou para 5,6 milhões. Esse total representa uma diminuição de 4%, o equivalente a 234 mil pessoas a menos em relação ao trimestre encerrado em junho, quando a população sem trabalho somava 5,9 milhões.

Recordes na população ocupada

Paralelamente à retração no número de desocupados, a população ocupada atingiu o maior patamar de toda a série histórica, alcançando um total de 103,6 milhões de trabalhadores. Esse avanço representou um crescimento de 0,6% no trimestre, injetando mais 581 mil pessoas no mercado, além de uma alta de 1,2% na comparação anual, somando 1,2 milhão de novos postos.

O nível da ocupação, que mede o percentual de pessoas em idade de trabalhar que estão efetivamente exercendo alguma atividade, também bateu recorde ao atingir 59%. O índice mostrou alta de 0,2 ponto percentual frente ao trimestre imediatamente anterior, que registrou 58,8%, mantendo-se estável em relação ao mesmo período do ano anterior.

Taxa de informalidade e rendimento médio

No que tange à qualidade dos postos de trabalho, a taxa de informalidade situou-se em 37,5% da população ocupada. Esse percentual corresponde a 38,8 milhões de trabalhadores informais, apresentando leve oscilação frente aos 37,4% do trimestre anterior e aos 37,8% contabilizados no mesmo período do ano passado.

Em relação à remuneração, o rendimento real habitual de todas as fontes de trabalho ficou em R$ 3.790, mantendo-se estável no trimestre e registrando expansão de 3,6% na base anual. Já a massa de rendimento real habitual chegou a R$ 387,5 bilhões, estabelecendo-se como a maior da série histórica após crescer 1,5% no trimestre e 4,7% no ano.

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