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Tecnologia do Coliseu de Roma passa a ser usada na preservação do Museu do Ipiranga

Tecnologia do Coliseu de Roma passa a ser usada na preservação do Museu do Ipiranga
1 de 4 Tecnologia usada no Coliseu de Roma vai ajudar a preservar o Museu do Ipiranga — Foto: Reprodução/TV Globo

A tecnologia de monitoramento e conservação aplicada no histórico Coliseu de Roma, na Itália, passa a ser utilizada na proteção do Museu do Ipiranga, em São Paulo. Um processo avançado de escaneamento a laser em terceira dimensão foi adotado para antecipar riscos estruturais e detectar imperfeições invisíveis a olho nu no edifício centenário.

Com mais de um século de história, a edificação exige cuidados contínuos para evitar o desgaste natural dos materiais. O trabalho técnico recente foi conduzido por especialistas estrangeiros em parceria com instituições acadêmicas locais, mapeando milimetricamente cada detalhe interno e externo do patrimônio brasileiro.

O mapeamento em 3D e o gêmeo digital

O procedimento funciona de maneira semelhante a exames médicos de imagem, como um raio-x ou uma tomografia aplicada à arquitetura. Scanners a laser de alta precisão calculam milimetricamente a posição exata de cada elemento da construção histórica.

Essas informações geram um conjunto densamente detalhado de coordenadas espaciais, conhecido como nuvem de pontos, capaz de registrar fissuras, desníveis e pequenas deformações. A partir desses dados, um software especializado desenvolve uma réplica virtual detalhada, popularmente chamada de gêmeo digital.

Parceria acadêmica e prevenção de danos

A iniciativa resulta de uma cooperação técnica com a Universidade de São Paulo (USP). A atuação conjunta busca antecipar problemas futuros que possam comprometer a integridade física da edificação.

Com o monitoramento digital constante, especialistas conseguem identificar necessidades de manutenção antes que ocorram danos severos. Essa estratégia evita intervenções invasivas de alto custo e garante maior durabilidade à estrutura do monumento, que passou por um longo período fechado antes de sua reabertura.

Histórico de revitalização e conservação

O patrimônio cultural enfrentou anos de fechamento antes de sua reabertura oficial, ocorrida em 2022. Naquela época, o espaço já havia passado por levantamentos digitais semelhantes para auxiliar nos trabalhos de restauração.

A nova etapa de mapeamento consolida o uso de ferramentas digitais modernas na gestão de museus históricos. O objetivo principal é manter um programa contínuo de acompanhamento para preservar a solidez da construção ao longo das próximas décadas.

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