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Haddad justifica ausência de mulher na vice e comenta planos para privatizações em SP

Haddad justifica ausência de mulher na vice e comenta planos para privatizações em SP

Em sabatina realizada nesta quarta-feira (19), o ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), abordou os bastidores da formação de sua chapa eleitoral e detalhou suas propostas para a gestão estadual. O petista justificou a ausência de uma mulher na vice-liderança de sua candidatura, destacando os esforços realizados para compor o grupo político, e apresentou suas diretrizes sobre o futuro das concessões e privatizações no estado.

A composição da chapa e a busca por representatividade

Questionado sobre a configuração de sua chapa, que conta com Márcio França (PSB) como vice, Haddad enfatizou que a escolha não ocorreu por falta de tentativa. Segundo o candidato, o objetivo era garantir uma presença feminina em destaque, mas o processo de negociação encontrou limites práticos. “Eu tentei ter, sim. Tentei ter, mas não posso obrigar uma mulher a ser vice. Eu tentei muito ter”, afirmou o ex-ministro durante a entrevista concedida aos jornais O Globo e Valor Econômico e à rádio CBN.

O candidato explicou que nomes de peso, como Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), chegaram a se colocar à disposição para a vaga. Contudo, após uma avaliação estratégica, Haddad concluiu que a atuação de ambas no Senado seria mais relevante para o cenário político nacional e estadual. A decisão, segundo ele, foi tomada de forma solitária após conversas com os envolvidos, buscando o que considerou ser o “melhor arranjo para o estado de São Paulo”.

Para contrapor as críticas sobre a falta de paridade, Haddad lembrou seu histórico político. Em 2022, sua chapa ao governo paulista teve Lúcia França como vice, e em 2018, na disputa presidencial, contou com Manuela d’Ávila (PCdoB). Ele defendeu que sua aliança atual mantém um equilíbrio, citando a composição com França, Marina Silva e Simone Tebet.

Revisão de contratos e o futuro da Sabesp

Além das questões eleitorais, o debate avançou sobre a política de infraestrutura. Haddad sinalizou que, caso eleito, pretende realizar uma revisão rigorosa dos contratos de concessão e privatizações firmados durante a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Embora se declare favorável a concessões em setores não estratégicos, como rodovias e transportes, o petista foi enfático ao tratar de serviços essenciais.

Sobre a Sabesp, tema que gera forte debate público, Haddad reconheceu o “clamor” popular pela reestatização, citando pesquisas que indicam que cerca de 54% a 55% dos paulistas apoiam a medida. Entretanto, o candidato adotou cautela ao tratar da viabilidade prática do processo. “Reestatizar uma empresa recém-privatizada é um imbróglio jurídico medonho”, ponderou.

Em vez de uma reversão imediata, o petista propõe uma abordagem baseada na negociação. “O que nós vamos fazer, de boa-fé, é ir à mesa, negociar e rever salvaguardas para a população, inclusive a fórmula de reajuste da conta e a questão do abastecimento”, concluiu. O posicionamento reflete a tentativa de equilibrar a demanda do eleitorado com as limitações contratuais e jurídicas impostas pelo modelo atual de privatização da companhia.

Para acompanhar os desdobramentos desta disputa eleitoral e as propostas dos candidatos para o futuro de São Paulo, continue acompanhando a cobertura completa do M1 Metrópole, seu portal de referência para informações relevantes e contextualizadas sobre o cenário político brasileiro.

Para mais detalhes sobre o cenário econômico e as propostas dos candidatos, consulte a cobertura oficial em Valor Econômico.

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