Em um esforço pioneiro para resgatar e humanizar a memória de milhões de indivíduos, o projeto Pretos Olhares, por meio da iniciativa Fragmentos da Memória, está utilizando inteligência artificial (IA) para recriar retratos de pessoas escravizadas no Brasil colonial. Desenvolvida pelo Arquivo Público do Estado da Bahia (Apeb), a ação transforma descrições frias de documentos históricos em imagens vívidas, buscando preencher uma lacuna crucial na compreensão da formação social e cultural do país.
pretos: cenário e impactos
A proposta central é ir além dos registros burocráticos e dar visibilidade a rostos que foram sistematicamente apagados pela violência da escravidão. Ao tornar essas histórias acessíveis e tangíveis, o projeto reforça a importância da preservação da memória negra como pilar fundamental para a identidade brasileira contemporânea.
Reconstruindo a Memória Apagada pela Escravidão
A base documental para a criação dos retratos são os chamados