PUBLICIDADE

André do Prado ironiza senadores de São Paulo e questiona proximidade com eleitores

André do Prado ironiza senadores de São Paulo e questiona proximidade com eleitores
Painel

Críticas à representatividade no Senado

O deputado estadual André do Prado (PL) protagonizou um momento de forte tom político durante o lançamento da candidatura à reeleição do deputado estadual Thiago Auricchio (PL), realizado nesta quarta-feira (2), em São Caetano do Sul. Durante seu discurso, o parlamentar questionou a visibilidade e a atuação dos atuais senadores que representam o estado de São Paulo, utilizando a ironia para apontar um suposto distanciamento entre esses políticos e a população paulista.

Ao provocar a plateia presente no evento, Prado indagou sobre a identidade dos três senadores eleitos pelo estado: Marcos Pontes (PL), Mara Gabrilli (PSD) e Alexandre Giordano (Podemos). Ao notar o silêncio ou a hesitação dos presentes, o deputado ironizou: “Calma, calma, calma, devagar, é muita gente falando ao mesmo tempo, e assim fica difícil”. O episódio foi registrado em vídeo pelo canal local Ponto da Notícia.

Propostas e o papel do Senado

Para o deputado, a dificuldade dos eleitores em identificar seus representantes no Senado Federal é um sintoma direto de uma atuação que ele considera distante das bases. André do Prado aproveitou o gancho para defender sua própria candidatura ao Senado, ao lado de Guilherme Derrite (PP), que também participou do ato político na Grande São Paulo.

O discurso de Prado focou em uma postura mais assertiva no Poder Legislativo. O candidato enfatizou que o eleitor precisa de representantes que compreendam suas prerrogativas constitucionais e que, segundo ele, “não tenham medo de votar pelo impeachment de ministro do STF”. A fala busca consolidar uma base eleitoral alinhada a pautas conservadoras e de enfrentamento institucional.

Histórico de tensões em São Caetano do Sul

A cidade de São Caetano do Sul tem se mostrado um palco de atritos envolvendo a figura de senadores. Em março deste ano, o então prefeito Tite Campanella, que integrava o PL, gerou um mal-estar público ao declarar, durante uma homenagem a Derrite na Câmara Municipal, que havia “três senadores que não contam absolutamente nada”.

A declaração de Campanella, que mirava indiretamente a atuação do senador Marcos Pontes, teve desdobramentos práticos na política partidária. Em abril, o PL atendeu a um pedido de Pontes e oficializou a expulsão do prefeito, que posteriormente migrou para o Republicanos. O episódio ilustra a complexidade das relações internas no partido e a disputa por protagonismo político na região do ABC paulista.

O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos da corrida eleitoral e os principais debates que definem o cenário político em São Paulo. Para se manter informado sobre as movimentações dos candidatos e as discussões que impactam o seu dia a dia, continue acompanhando nossa cobertura completa e imparcial.

Leia mais

PUBLICIDADE