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Mbappé faz história na Copa do Mundo de 2026 e quebra recordes de artilharia

Mbappé faz história na Copa do Mundo de 2026 e quebra recordes de artilharia
© Reuters/James Lang/proibida reprodução

O atacante francês Kylian Mbappé encerrou a Copa do Mundo de 2026 como o artilheiro isolado da competição, marcando impressionantes dez gols. O feito, que solidifica seu status como um dos maiores nomes do futebol mundial, foi confirmado após a final desse domingo (19), em Nova Jersey (Estados Unidos), onde a Espanha venceu a Argentina por 1 a 0. Seu principal concorrente, Lionel Messi, passou em branco na decisão, finalizando o torneio com oito bolas na rede.

A performance de Mbappé não apenas garantiu a ele a Chuteira de Ouro, mas também inscreveu seu nome nos livros de história do futebol por razões ainda mais notáveis. O camisa 10 dos Bleus, como é conhecida a seleção francesa, alcançou marcas que não eram vistas há décadas, reafirmando sua dominância e capacidade de decisão nos palcos mais importantes do esporte.

Mbappé: um artilheiro para a história

O desempenho de Mbappé na Copa do Mundo de 2026 é duplamente histórico. Pela primeira vez em 56 anos, um artilheiro de Copa do Mundo conseguiu marcar dez ou mais gols em uma única edição. O último a atingir essa marca foi o lendário alemão Gerd Müller, no Mundial do México, em 1970. A capacidade de Mbappé de balançar as redes com tamanha frequência em um torneio de alto nível como a Copa do Mundo sublinha sua excepcional habilidade e faro de gol.

Além disso, o atacante francês se tornou o primeiro jogador na história a terminar duas Copas do Mundo consecutivas como goleador máximo. Ele já havia sido o artilheiro da edição anterior, no Catar, em 2022, um feito que demonstra uma consistência e longevidade no topo que poucos atletas conseguem manter. Essa sequência de artilharias consecutivas é um testemunho da sua relevância contínua para a seleção francesa e para o cenário global do futebol.

A marca de dez gols em 2026 superou até mesmo sua própria performance em 2022, quando marcou oito gols, igualando o número do brasileiro Ronaldo na Copa de 2002, no Japão e na Coreia do Sul. A cada partida, Mbappé mostrou uma fome insaciável por gols, sendo decisivo em momentos cruciais para sua equipe.

A disputa acirrada com Lionel Messi

A corrida pela artilharia foi um dos enredos mais emocionantes da Copa de 2026, com Kylian Mbappé e Lionel Messi travando um duelo particular até o último fim de semana do torneio. Ambos chegaram ao sábado (18) com oito gols cada, mas Messi levava vantagem nas estatísticas por ter um maior número de assistências. No entanto, o jogo de disputa de terceiro lugar foi decisivo para o francês.

Na emocionante derrota da França para a Inglaterra por 6 a 4, em Miami (Estados Unidos), Mbappé marcou duas vezes, isolando-se na ponta da artilharia. Essa performance garantiu a ele a liderança definitiva, enquanto Messi não conseguiu balançar as redes na final contra a Espanha. A rivalidade entre os dois craques, que já se estende por anos, ganhou mais um capítulo memorável com essa disputa individual.

Os gols marcados também elevaram Mbappé ao posto de maior artilheiro da história das Copas do Mundo. Com 22 gols no total, ele ultrapassou Lionel Messi, que parou nos 21. Curiosamente, Messi havia assumido a liderança na primeira rodada do torneio, deixando o alemão Miroslav Klose (16 gols) para trás ao marcar três vezes na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia, em Kansas City (Estados Unidos). A alternância na liderança entre os dois astros adicionou um tempero extra à competição, mostrando a grandeza de ambos os atletas.

O triunfo defensivo da Espanha campeã

Enquanto Mbappé brilhava no ataque, a Espanha conquistava o título mundial com uma performance defensiva impecável. O país retornou ao topo do futebol após 16 anos, e o fez de forma histórica. A Fúria, apelido da seleção espanhola, terminou a competição sofrendo apenas um gol em todo o torneio, estabelecendo-se como a campeã mundial com a melhor defesa de todos os tempos. A marca anterior, de dois gols sofridos, pertencia à França de 1998, à Itália de 2006 e à própria Espanha campeã em 2010, evidenciando a solidez e organização tática da equipe.

Os destaques individuais da Espanha também foram reconhecidos pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). O goleiro Unai Simon, que ficou impressionantes 648 minutos sem ser vazado – um novo recorde dos Mundiais –, foi eleito o melhor goleiro da Copa. O jovem zagueiro Pau Cubarsi recebeu o prêmio de melhor jogador jovem, enquanto o volante Rodri, capitão da equipe, foi coroado como o craque da competição. Esses prêmios coletivos e individuais reforçam a campanha dominante da Espanha, que soube aliar talento individual a uma estratégia de jogo coesa e eficiente.

Copa de 2030: um olhar para o futuro

A próxima edição da Copa do Mundo, em 2030, já promete ser histórica por diversos motivos. A Espanha, ao lado de Portugal e Marrocos, será uma das nações anfitriãs. Com a conquista de 2026, a Espanha se tornará a primeira nação a disputar uma Copa em casa sendo a atual campeã, um feito que certamente adicionará uma camada extra de expectativa e pressão sobre a equipe.

Curiosamente, se a Argentina tivesse levado o título, o argumento também seria válido, pois os sul-americanos receberão um dos jogos do Mundial, assim como Uruguai e Paraguai. Essa decisão da Fifa é uma homenagem ao centenário do evento, que teve sua primeira edição em 1930. A escolha de sedes em diferentes continentes para celebrar o marco histórico demonstra a intenção de globalizar ainda mais o futebol e honrar suas raízes.

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