PUBLICIDADE

Governo prorroga Desenrola Adimplentes e estende prazo para renegociação

Governo prorroga Desenrola Adimplentes e estende prazo para renegociação

Expansão do prazo para renegociação de dívidas

O governo federal oficializou a prorrogação do Desenrola Adimplentes, etapa do programa voltada especificamente para cidadãos que mantêm suas faturas em dia, mas que ainda enfrentam o peso do endividamento. Com a nova medida, o prazo para a celebração de acordos foi estendido de 90 para 120 dias, permitindo que os interessados tenham até o dia 26 de outubro para buscar a regularização de seus débitos.

A decisão, publicada em Medida Provisória na última sexta-feira (25), ocorre em um momento estratégico, posicionando o encerramento da etapa apenas um dia após o segundo turno das eleições. A iniciativa faz parte do pacote mais amplo, denominado Desenrola 3.0, que prevê um aporte de até R$ 15 bilhões para a aquisição de carteiras de dívidas de pessoas físicas, focando especialmente em modalidades como cartão de crédito e crédito pessoal com atrasos que variam de dois a quatro anos e meio.

Foco em trabalhadores autônomos e informais

Esta fase específica do programa foi desenhada para atender um público que muitas vezes encontra dificuldades de acesso ao crédito tradicional: trabalhadores informais e autônomos que não possuem vínculo formal via CLT. O limite para as dívidas elegíveis nesta modalidade é de R$ 15 mil, com a oferta de taxas de juros atrativas, fixadas em até 1,99% ao mês.

O Ministério da Fazenda justificou a prorrogação como uma oportunidade para que mais brasileiros consigam acessar as condições facilitadas. O início das operações enfrentou obstáculos, incluindo a resistência inicial de bancos privados em relação às regras vigentes. Para contornar esse cenário, o governo ajustou as diretrizes em 10 de agosto, permitindo que as instituições financeiras utilizassem recursos próprios nas operações, o que descentralizou a demanda que antes recaía majoritariamente sobre o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Cenário de endividamento e impacto econômico

O Desenrola Brasil é visto pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma ferramenta central para a recuperação do poder de compra das famílias e um pilar de sua agenda econômica. Dados recentes do Banco Central indicam que o nível de endividamento das famílias brasileiras permanece em patamares historicamente elevados, mantendo-se próximo aos 49,9% registrados em janeiro, o que pressiona o orçamento doméstico e limita o consumo.

Para participar do Desenrola Adimplentes, os contratos de crédito pessoal não consignado devem atender a requisitos específicos, como a comprovação de pelo menos quatro parcelas já quitadas. Além disso, a dívida deve estar em situação de regularidade ou apresentar atraso máximo de 90 dias. A expectativa é que a extensão do prazo auxilie na adesão do público-alvo, estimado inicialmente entre 200 mil e 500 mil pessoas pelo governo.

O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos das políticas de crédito e o impacto das medidas econômicas no bolso do brasileiro. Continue acessando nosso portal para se manter informado sobre as decisões que movimentam o país e afetam o seu cotidiano.

Leia mais

PUBLICIDADE