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Força-tarefa de São Paulo parte para o Amazonas no combate a incêndios florestais

Força-tarefa de São Paulo parte para o Amazonas no combate a incêndios florestais
Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica

Uma força-tarefa composta por 30 profissionais do governo de São Paulo embarca neste domingo (11) rumo ao Amazonas para reforçar o combate aos incêndios florestais que assolam a região. O grupo, formado por 25 bombeiros militares e cinco integrantes da Defesa Civil estadual, parte do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, levando equipamentos estratégicos para auxiliar as equipes locais no controle das chamas.

Reforço logístico e estratégico contra o fogo

A missão paulista não leva apenas mão de obra especializada, mas também insumos essenciais para o enfrentamento direto ao fogo. Entre os recursos enviados estão drones para monitoramento aéreo e 11 mil litros de retardante de chamas, substância fundamental para conter a propagação das queimadas em áreas de difícil acesso. A operação será realizada em conjunto com as forças locais, focando na proteção de áreas ameaçadas e na contenção do avanço do fogo sobre a vegetação nativa.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a mobilização é um reflexo da cooperação entre os estados e reforça o compromisso institucional com a preservação do meio ambiente e da vida. A atuação conjunta busca otimizar as estratégias de combate, utilizando a experiência técnica dos profissionais de São Paulo para mitigar os danos causados pela severa temporada de queimadas no Norte do país.

Qualidade do ar em níveis críticos

O envio do reforço ocorre em um momento em que a situação ambiental no Amazonas atinge níveis alarmantes. Manaus registrou, neste sábado (10), o terceiro dia consecutivo sob uma densa camada de fumaça. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), indicam que a concentração de partículas finas chegou a 209,1 µg/m³ em pontos monitorados da capital.

Este índice representa uma marca 736,4% superior ao limite de 25 µg/m³ estabelecido como parâmetro para uma qualidade do ar considerada boa. Em diversas regiões da cidade, como na Zona Centro-Sul e no Morro da Liberdade, os sensores apontaram níveis classificados como péssimos, evidenciando o impacto direto das queimadas na saúde pública e no cotidiano da população amazonense.

O M1 Metrópole segue acompanhando o desdobramento desta força-tarefa e os impactos ambientais no Amazonas. Continue conectado ao nosso portal para atualizações sobre o combate aos incêndios e as condições climáticas nas regiões afetadas.

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