A deputada federal Erika Hilton (PSOL) consolidou seu nome na história política brasileira neste domingo (4). Com uma votação expressiva que ultrapassou a marca de 1,5 milhão de votos em São Paulo, a parlamentar tornou-se a mulher mais votada em uma eleição para a Câmara dos Deputados no país. O resultado reafirma o crescimento da influência da deputada no cenário nacional e sua capacidade de mobilização eleitoral.
Trajetória política e ascensão meteórica
Nascida em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, Erika Hilton, de 33 anos, construiu uma carreira marcada por mandatos que priorizaram pautas identitárias e sociais. Sua entrada na política institucional ocorreu em 2018, quando integrou a Bancada Ativista, um mandato coletivo na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A experiência serviu como base para sua atuação solo nos anos seguintes.
Em 2020, a parlamentar alcançou um feito notável ao ser eleita vereadora na capital paulista com 50.508 votos, sendo a candidata mais votada da cidade naquele pleito. A transição para a esfera federal ocorreu em 2022, quando conquistou uma cadeira na Câmara com 256.903 votos, iniciando seu mandato em fevereiro de 2023. Desde então, sua atuação tem sido focada na defesa dos direitos humanos, com ênfase na população negra e na comunidade LGBTQIA+.
Protagonismo legislativo e pautas sociais
Durante seu primeiro mandato na Câmara, Erika Hilton ganhou destaque nacional ao liderar debates sobre a reestruturação das relações de trabalho. A parlamentar esteve à frente da proposta de redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1. Em fevereiro de 2025, a deputada apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visava instituir a semana de quatro dias de trabalho, com três dias de descanso e um limite de 36 horas semanais, gerando um amplo debate público sobre qualidade de vida e produtividade.
Além da agenda trabalhista, Hilton assumiu em março de 2026 a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, tornando-se a primeira mulher trans a ocupar o posto. Sob sua gestão, o colegiado priorizou o enfrentamento à violência política de gênero, o fortalecimento da rede de proteção às mulheres e a implementação de políticas públicas de saúde integral. A atuação da deputada pode ser acompanhada pelo portal oficial da Câmara dos Deputados, que detalha o trâmite de suas propostas.
Cenário eleitoral em São Paulo
O pleito de 2026 em São Paulo foi marcado por votações recordes. Enquanto Erika Hilton garantiu seu lugar na história, o estado também viu a eleição de outros nomes expressivos para as 70 vagas disponíveis na Câmara Federal. Entre os mais votados, destacam-se Lucas Pavanato (PL), que atingiu a marca de 2,8 milhões de votos, Sâmia Bomfim (PSOL), Kim Kataguiri (Missão) e Tabata Amaral (PSB).
A composição da bancada paulista para o mandato que se inicia em 1º de janeiro de 2027 reflete a pluralidade de forças políticas no estado. A apuração, que ainda segue em atualização, demonstra a força das candidaturas ligadas a movimentos sociais e a partidos de espectros distintos. A consolidação desses nomes aponta para uma legislatura que deverá ser marcada por intensos debates e pela busca de consensos em temas fundamentais para o desenvolvimento do país.
O M1 Metrópole segue acompanhando o desdobramento das apurações e os impactos da nova composição do Congresso Nacional. Continue conosco para se manter informado sobre as decisões que moldam o futuro do Brasil, com a credibilidade e o rigor jornalístico que você já conhece.