A reta final da corrida presidencial ganhou novos contornos nesta sexta-feira com a divulgação de levantamento realizado pelo Ipespe em parceria com a Abrapel. Os dados apontam que o senador Flávio Bolsonaro registra 50,5% das intenções de votos válidos para o segundo turno, enquanto o presidente Lula aparece com 49,5%. A margem de erro máxima do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, indicando um cenário de acirrada disputa pelo Palácio do Planalto.
O estudo foi realizado por telefone, ouvindo 1.500 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 22 de outubro. O registro oficial da pesquisa junto ao TSE está sob o código BR-04350/2026. Tanto o candidato do PL quanto o representante do PT oscilaram 0,7 ponto percentual em relação à rodada anterior, quando o parlamentar detinha 51,2% dos válidos e o atual chefe do Executivo contabilizava 48,8%.
Cenários estimulado e espontâneo revelam empate técnico
No recorte da pesquisa estimulada, modelo no qual uma lista com os nomes dos concorrentes é apresentada aos participantes, o cenário permanece em estabilidade estatística. O filho de Jair Bolsonaro manteve o patamar de 48% das menções totais, ao passo que o atual mandatário subiu um ponto, alcançando 47%. Os eleitores que declararam intenção de votar em branco ou anular o voto somam 3%, e outros 2% não souberam ou não quiseram responder aos pesquisadores.
Na modalidade espontânea, em que os entrevistados revelam suas preferências sem o auxílio de cartões com os nomes dos postulantes, a dinâmica se repete de forma semelhante. O senador conservador manteve os 47% obtidos na medição anterior, enquanto o candidato governista avançou dois pontos percentuais, passando de 44% para 46%. Os índices de abstenção simulada por votos brancos e nulos permanecem em 3%, e os indecisos representam 4% do total apurado.
Expectativa de comparecimento às urnas e o fator rejeição
Outro ponto avaliado pela sondagem diz respeito ao engajamento do eleitorado para o pleito marcado para este domingo (25). Quando questionados de zero a dez sobre a probabilidade de comparecerem aos locais de votação, 91% dos entrevistados atribuíram nota dez, demonstrando alto grau de mobilização cívica. Dentre este subgrupo mais disposto a votar, o parlamentar fluminense atinge 51,5% dos válidos, contra 48,5% do petista.
No quesito rejeição, indicador fundamental para as estratégias de campanha nos dias derradeiros, o candidato do PL oscilou positivamente de 47% para 48% no índice daqueles que afirmam não votar nele de jeito nenhum. Por sua vez, o atual presidente estabilizou a taxa de rejeição exatamente no patamar de 47%, refletindo a polarização consolidada que marca a disputa eleitoral deste ano no país.
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