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Empresário confessa consumo de álcool no segundo dia de julgamento sobre batida de Porsche

Empresário confessa consumo de álcool no segundo dia de julgamento sobre batida de Porsche
Foto: Reprodução

O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho alterou sua versão dos fatos nesta quinta-feira e admitiu, pela primeira vez perante o tribunal, ter ingerido bebida alcoólica antes da colisão que resultou na morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana. O episódio ocorreu em 31 de março de 2024, na Zona Leste de São Paulo, quando o veículo esportivo conduzido pelo réu atingiu a traseira do automóvel da vítima.

Durante a sessão realizada no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista, o réu expressou arrependimento e pediu perdão aos familiares do condutor falecido. Anteriormente, a linha de defesa sustentava que o motorista do veículo de luxo não havia consumido álcool na ocasião da tragédia.

Depoimentos e investigação sobre o acidente com Porsche

O andamento processual incluiu a oitiva de diversas testemunhas ao longo de dois dias de debates judiciais intensos. O Ministério Público sustenta que o condutor do automóvel esportivo dirigia sob efeito de substâncias alcoólicas e em velocidade incompatível com a via quando ocorreu o impacto na Avenida Salim Farah Maluf.

Laudos técnicos elaborados pelo Instituto de Criminalística indicaram que o veículo de luxo trafegava a aproximadamente 136 km/h em um trecho onde o limite máximo permitido era de 50 km/h. O impacto violento destruiu a traseira do Renault Sandero dirigido por Ornaldo da Silva Viana, que não resistiu aos ferimentos e faleceu após ser encaminhado ao hospital.

Repercussão e posicionamento das defesas no tribunal

A acusação conduzida pelo Ministério Público requer a condenação do réu a uma pena superior a 20 anos de reclusão, enquadrando a conduta dentro de parâmetros mais graves de responsabilidade penal. Em contrapartida, os advogados de defesa argumentam que o caso deve ser tratado como homicídio culposo, circunstância na qual não há intenção consciente de provocar o resultado fatal.

O caso gerou ampla repercussão pública e debate sobre a segurança viária nas grandes cidades brasileiras. O portal de notícias G1 acompanhou os desdobramentos judiciais e os depoimentos prestados por familiares da vítima, que relataram dificuldades financeiras e emocionais severas após a perda do arrimo de família.

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