A partir desta terça-feira (5), entra em vigor o Novo Desenrola Brasil, iniciativa do governo federal voltada à renegociação de dívidas e à recuperação do poder de compra de milhares de brasileiros. A medida, formalizada pela Medida Provisória n° 1.355 e publicada no Diário Oficial da União, busca oferecer alternativas para que cidadãos inadimplentes consigam regularizar sua situação financeira junto ao mercado.
Quem pode aderir ao programa de renegociação
O programa é direcionado a pessoas físicas que se enquadram em critérios específicos de renda e tempo de atraso nos pagamentos. Para estar apto, o interessado deve comprovar renda mensal igual ou inferior a cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. A verificação desses dados será realizada por meio do Sistema de Informações de Créditos do Banco Central do Brasil, em conjunto com as instituições financeiras credoras.
Além do limite de renda, a iniciativa contempla contratos de crédito firmados até 31 de janeiro de 2026. Para serem elegíveis, os débitos devem apresentar atraso entre 91 e 720 dias contados até a última segunda-feira (4). O programa foca em modalidades que frequentemente compõem o maior volume de endividamento das famílias brasileiras, como o cartão de crédito (nas modalidades rotativa e parcelada), o cheque especial e o crédito pessoal sem consignação em folha.
Condições de pagamento e descontos oferecidos
Um dos diferenciais desta nova fase do Desenrola Brasil é o pacote de condições facilitadas para a quitação dos valores pendentes. O governo projeta que os descontos nas dívidas podem alcançar até 90% do valor total, dependendo da negociação com o banco. Além disso, a proposta prevê a redução das taxas de juros incidentes sobre o saldo devedor, tornando as parcelas mais acessíveis ao orçamento familiar.
Outro ponto de destaque é a possibilidade de utilizar o saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como ferramenta para o abatimento dos débitos. Essa medida visa oferecer uma alternativa concreta para que o trabalhador consiga limpar seu nome e retomar o acesso a linhas de crédito convencionais, essenciais para o planejamento financeiro de longo prazo.
Contexto e impacto do programa na economia
A assinatura da Medida Provisória pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada na segunda-feira (4), reforça a preocupação do governo com o alto nível de endividamento da população. Em declarações recentes, o chefe do Executivo enfatizou que a existência de restrições de crédito por débitos de baixo valor impede que o cidadão participe plenamente da economia, funcionando como um entrave ao desenvolvimento social e ao consumo das famílias.
A expectativa é que o programa funcione como uma válvula de escape para quem se encontra com a chamada “corda no pescoço” devido aos juros compostos. Ao facilitar a saída do cadastro de inadimplentes, o governo espera estimular a circulação de capital e melhorar a saúde financeira dos brasileiros. Para mais detalhes sobre as regras e o acesso ao sistema, os interessados podem consultar o texto oficial da medida.
O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos desta iniciativa e os impactos práticos para a população. Continue conectado ao nosso portal para receber atualizações diárias sobre economia, política e os temas que afetam diretamente o seu bolso e o cotidiano do país.