O cenário político do Rio Grande do Norte entra em sua reta decisiva com a proximidade do segundo turno das eleições de 2026 para o governo estadual. Os candidatos Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT) intensificam as agendas de campanha para a votação marcada para o dia 25 de outubro, em um pleito que mobiliza o eleitorado potiguar e redefine as forças políticas na região Nordeste do país.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, a disputa nas urnas apresentou margem estreita entre os dois principais concorrentes. Allyson Bezerra encerrou a primeira etapa na liderança da preferência popular, alcançando 36,94% dos votos válidos. Logo em seguida, o candidato petista Cadu Xavier registrou 36,16% dos votos válidos, consolidando um panorama de polarização acirrada no estado.
Trajetória e estratégias políticas dos candidatos
Ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra buscou ao longo da primeira fase do pleito se distanciar das principais correntes da polarização nacional, evitando forte associação tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto ao bolsonarismo. Durante os debates e inserções públicas, o postulante do União Brasil adotou o discurso de gestor independente e focou suas pautas na administração pública municipal.
Por outro lado, Cadu Xavier estruturou sua campanha sob a bandeira de continuidade da gestão liderada por Fátima Bezerra. Apresentado publicamente como o candidato apoiado pelo presidente, o nome do PT busca manter o controle do Executivo estadual por mais um ciclo de quatro anos, preservando a influência petista em um dos redutos históricos da legenda no território potiguar.
Regras da votação e panorama nacional
Para o pleito decisivo, as normas da Justiça Eleitoral estabelecem que vence o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos válidos, desconsiderando os votos brancos e nulos. A disputa no Rio Grande do Norte integra um grupo restrito de estados que decidirão o comando estadual no segundo turno, incluindo Acre, Amazonas, Espírito Santo, Tocantins e o Distrito Federal.
Além das administrações estaduais, os eleitores também participam da escolha presidencial. O Tribunal Superior Eleitoral reforça que a participação no segundo turno é garantida mesmo aos eleitores que eventualmente não tenham comparecido às urnas durante a primeira etapa da votação em outubro.
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