Investigação sobre o sumiço de vestidos e recursos
O caso envolvendo o ateliê de noivas localizado em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, ganhou novos contornos após o depoimento da proprietária, Camila Rossi, prestado à Polícia Civil nesta sexta-feira (4). A empresária, que enfrenta uma onda de denúncias de clientes que não receberam seus vestidos para o casamento, afirmou às autoridades ter sido vítima de um golpe interno.
Segundo o relato de Camila, uma funcionária teria desviado cerca de R$ 1 milhão da empresa. A empresária sustenta que essa movimentação financeira ilícita teria inviabilizado a operação do negócio, impedindo a confecção e a entrega das peças encomendadas. Contudo, a versão apresentada não foi acompanhada de provas documentais imediatas, o que levou a autoridade policial a instaurar um novo inquérito para apurar a veracidade da denúncia.
Desdobramentos e a situação das noivas
A crise no estabelecimento vai além da falta de entrega dos trajes. Informações apuradas pelo g1 indicam que o ateliê também enfrenta um processo de despejo motivado por atrasos no pagamento de aluguéis, que somariam R$ 60 mil mensais. A situação gera angústia em dezenas de mulheres que confiaram o sonho do casamento à marca.
Entre as afetadas está Janaína Santos, que tinha o matrimônio agendado para este sábado (5). Apesar das promessas da loja de priorizar as entregas de noivas com datas próximas, a cliente relatou que, até a manhã de sexta-feira, ainda não havia recebido o vestido. A incerteza sobre a entrega das peças tem sido o ponto central das reclamações registradas em delegacias da capital paulista.
Responsabilidade legal e próximos passos
A estrutura societária da empresa também passou por esclarecimentos. Uma funcionária identificada como Vanessa, anteriormente apontada como sócia, conseguiu comprovar que havia encerrado sua participação no contrato social em novembro de 2025. Com isso, Camila Rossi permanece como a única responsável legal pela empresa perante as autoridades.
A Polícia Civil agora trabalha em duas frentes: a apuração da denúncia de desvio de verba e a investigação das possíveis práticas de estelionato contra as consumidoras. Após a conclusão do inquérito, o caso será remetido ao Ministério Público. Caberá ao órgão definir se a conduta da proprietária configura crime ou se o imbróglio deve ser tratado na esfera da insolvência civil, quando a empresa declara incapacidade de honrar seus compromissos financeiros.
O M1 Metrópole segue acompanhando o desenrolar deste caso e as atualizações da Polícia Civil sobre as investigações. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas e o contexto necessário para entender os desdobramentos de temas que impactam a vida dos cidadãos. Continue conosco para mais notícias e análises sobre os fatos que movimentam o país.