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Debate em SP: checagem aponta veracidade em falas de Haddad e Tarcísio

Debate em SP: checagem aponta veracidade em falas de Haddad e Tarcísio
Foto: Bob Paulino/Globo

O cenário político paulista esteve em evidência nesta terça-feira (29), durante o debate entre os candidatos ao governo do estado, Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos). O encontro, mediado pelo jornalista Alan Severiano nos estúdios da TV Globo, serviu como palco para a apresentação de propostas e, sobretudo, para a troca de acusações sobre temas sensíveis como segurança pública e gestão da saúde. A dinâmica do evento permitiu que a equipe do projeto Fato ou Fake analisasse em tempo real as declarações dos postulantes ao cargo.

A expansão do crime organizado e a segurança pública

Um dos pontos de maior tensão no debate envolveu a atuação de facções criminosas no território paulista. Fernando Haddad trouxe à tona a presença do Comando Vermelho (CV) em regiões estratégicas, como o interior e o litoral do estado. A checagem confirmou a veracidade da afirmação: embora o PCC mantenha hegemonia histórica em São Paulo, investigações do Gaeco e da Polícia Civil comprovam a tentativa de expansão da facção carioca, especialmente através de alianças com grupos locais, como o chamado Bonde do Magrelo, em Rio Claro.

O debate também abordou a crise dos roubos de celulares. Haddad afirmou que, a cada dez aparelhos subtraídos no Brasil, três são levados em São Paulo. Os números do Anuário Brasileiro de Segurança Pública corroboram a estatística, apontando que o estado concentrou 32,2% das ocorrências nacionais em 2025. A capital paulista, inclusive, destaca-se como o principal polo desse tipo de crime no país, reforçando a complexidade do desafio de segurança que o próximo governador terá pela frente.

Indicadores criminais e a gestão da saúde

Em sua defesa, Tarcísio de Freitas utilizou dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) para destacar o que chamou de recordes históricos na redução de crimes violentos. A análise dos fatos confirmou que 2025 apresentou os menores índices de homicídios, latrocínios e roubos de carga e veículos desde o início da série histórica, em 2001. O dado reflete uma tendência de queda que tem sido pauta central na estratégia de comunicação da atual gestão estadual.

Outro embate técnico ocorreu sobre os valores repassados a procedimentos médicos. Tarcísio comparou os valores da tabela nacional do SUS com a Tabela SUS Paulista. A checagem validou os números apresentados: enquanto o governo federal paga R$ 443,40 por um parto normal, o governo estadual complementa o valor, chegando a R$ 2.217,00. O mesmo ocorre com cirurgias de vesícula e leitos de UTI, onde o estado de São Paulo aplica valores significativamente superiores aos da tabela federal, evidenciando a política de incentivo hospitalar adotada pela atual administração.

O debate reforça a importância da checagem de dados em períodos eleitorais, garantindo que o eleitor possa distinguir o discurso político da realidade factual. A precisão das informações é o pilar que sustenta o voto consciente em um estado com a dimensão e a complexidade de São Paulo.

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