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Damares aciona Ministério Público por van com logo do MEC em gravação eleitoral de Lula

Damares aciona Ministério Público por van com logo do MEC em gravação eleitoral de Lula
Painel

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) formalizou um pedido de investigação junto ao Ministério Público Eleitoral para apurar o transporte de estudantes em uma van que exibia a identificação oficial do Ministério da Educação. Os passageiros haviam acabado de participar de gravações para a campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O episódio, ocorrido na capital federal, veio a público após registros em vídeo mostrarem os jovens embarcando no veículo utilitário adesivado com o logotipo do órgão federal. A gravação foi realizada nas imediações do comitê eleitoral petista, localizado em Brasília.

Representação por conduta vedada e apuração de recursos

Na representação enviada às autoridades, a parlamentar sustenta que o uso de veículos ostentando marcas governamentais em atividades de militância e propaganda partidária pode configurar conduta vedada pela legislação eleitoral, além de eventual abuso de poder político e econômico.

A senadora solicita que o órgão ministerial verifique a regularidade dos vínculos contratuais do automóvel com a pasta educacional, averiguando se houve empenho de verba governamental. O pedido também exige a apresentação de notas fiscais, comprovantes bancários de quitação e o devido lançamento da despesa na prestação de contas oficial da campanha petista.

O material audiovisual divulgado nas redes sociais mostrava o presidente Lula reunido com estudantes para divulgar a proposta de implementação do programa Pé-de-Meia Universitário, projeto voltado a conceder repasses mensais de R$ 700 para alunos matriculados no ensino superior.

Contraponto da campanha e questionamentos da oposição

Procurada para esclarecer o ocorrido, a equipe de campanha do presidente informou que o veículo não prestava serviços ao governo no momento em que realizou o deslocamento dos participantes. De acordo com os assessores, a empresa BS Transportes e Serviços foi contratada de forma particular por Matheus das Neves Almeida Sciotta e Souza para realizar o trajeto dos jovens até a gravação na capital.

A justificativa, contudo, foi rebatida no documento encaminhado ao Ministério Público. Segundo a manifestação de Damares Alves, a apresentação isolada de uma contratação privada não elimina a necessidade de averiguação rigorosa sobre a utilização da estrutura e de bens associados à administração pública em atos de propaganda eleitoral.

Casos envolvendo indícios de utilização da máquina pública durante períodos eleitorais são frequentemente submetidos à fiscalização da Justiça Eleitoral, que mantém regras estritas para impedir o desequilíbrio na disputa por meio de bens estatais.

A apuração agora dependerá da análise dos procuradores para determinar a abertura formal de um procedimento investigativo sobre os responsáveis pela locação e circulação do veículo.

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