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Cratera engole parte de imóveis na zona sul de São Paulo após falha em galeria

Reprodução/TV Globo
Reprodução G1

Rompimento de galeria causa desabamento na zona sul

Uma situação de risco extremo assustou os moradores da comunidade Jardim Presidente, na zona sul de São Paulo, após a abertura de uma cratera sob residências locais. O incidente, ocorrido na última terça-feira (23), foi provocado pelo rompimento de uma galeria de águas pluviais da Prefeitura, que não suportou o volume de água durante o período de chuvas.

A força da água comprometeu a estrutura do solo, levando à interdição imediata de uma casa e da garagem de um imóvel vizinho pela Defesa Civil. Embora o susto tenha sido grande, não houve registro de feridos. O local, uma área de ocupação, apresenta desafios geológicos que agora são agravados pela falha na infraestrutura de drenagem urbana.

Infraestrutura sob suspeita e riscos estruturais

A avaliação técnica preliminar aponta que a tubulação responsável pelo escoamento das águas pluviais estava obstruída. A pressão acumulada pela falta de manutenção ou pelo acúmulo de detritos pode ter sido o gatilho para o colapso do terreno. Moradores relatam que a região, historicamente, não apresentava problemas dessa magnitude, o que aumenta a sensação de insegurança entre os vizinhos.

Além da casa diretamente atingida, a instabilidade do solo ameaça vias de acesso essenciais, como uma escadaria utilizada pela comunidade. Moradores temem que o terreno, agora oco e fragilizado, possa ceder novamente, isolando parte das residências e impedindo o direito de ir e vir dos ocupantes.

Impacto social e a resposta do poder público

O cenário no Jardim Presidente vai além da cratera principal. Mais de 20 famílias relatam perdas materiais significativas, incluindo móveis, vestuário e documentos pessoais, destruídos pela lama e pela força da enxurrada. Rachaduras em paredes e buracos em diversos pontos da comunidade evidenciam que o risco é generalizado.

A Prefeitura de São Paulo classificou os imóveis da viela como irregulares, o que complica o planejamento de obras de contenção definitivas. Enquanto a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social realizou o cadastro de 24 famílias para o recebimento de auxílios emergenciais, como cestas básicas e kits de limpeza, a solução habitacional ainda é uma incógnita. Até o momento, as famílias afetadas optaram por permanecer na casa de parentes, recusando o acolhimento oferecido pelo município.

A busca por soluções definitivas

O clima na comunidade é de incerteza. Com a previsão de continuidade das chuvas, o medo de novos desabamentos domina o cotidiano de quem reside na área. A população exige um parecer técnico claro e uma intervenção que garanta a segurança estrutural do terreno, indo além do suporte assistencial imediato.

Para acompanhar o desenrolar desta situação e outras notícias relevantes sobre a infraestrutura da capital paulista, continue lendo o M1 Metrópole. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, contextualizadas e essenciais para entender os desafios da nossa metrópole.

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