PUBLICIDADE

Temporal em São Paulo deixa rastro de destruição e uma morte na zona norte

Temporal em São Paulo deixa rastro de destruição e uma morte na zona norte
1 de 7 Carros amontoados após inundação no túnel do Anhangabaú, em SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Tragédia em área de risco na Brasilândia

A força das chuvas que atingiram a capital paulista na última quarta-feira (14) resultou em uma tragédia familiar na zona norte da cidade. Rosa Fidelis Gaspar, de 47 anos, morreu após um deslizamento de terra atingir sua residência, localizada em uma encosta na Rua Santa Cruz do Monte Castelo, no Jardim Paraná, região da Brasilândia. A vítima, que havia celebrado seu aniversário apenas nove dias antes, em 5 de outubro, não resistiu ao soterramento causado pelo desmoronamento do imóvel.

O marido de Rosa, que estava próximo ao local no momento do desastre, chegou a ser auxiliado por vizinhos na tentativa de resgate, mas a gravidade do soterramento impediu a sobrevivência. A área onde a casa estava construída é classificada pela Prefeitura de São Paulo como zona de risco geológico. Até o momento, a administração municipal não detalhou quais ações preventivas ou de monitoramento haviam sido implementadas no local antes do evento climático. O caso foi registrado no 72º Distrito Policial, na Vila Penteado, e a perícia foi acionada para apurar as circunstâncias.

Caos no sistema viário e túnel do Anhangabaú

O temporal, que concentrou volumes expressivos de precipitação em um intervalo de apenas 1h30, paralisou pontos estratégicos de São Paulo. O túnel do Anhangabaú, no centro da cidade, tornou-se o símbolo do caos urbano ao registrar o alagamento de 26 veículos e dois ônibus, que ficaram submersos. Equipes do Corpo de Bombeiros atuaram no resgate de quatro pessoas que ficaram presas em meio à subida rápida do nível da água.

Segundo informações oficiais, as seis bombas de drenagem do túnel estavam em operação, mas a capacidade de escoamento foi superada pelo volume de 42 milímetros de chuva registrados em apenas 40 minutos pelo Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE). O cenário de destruição se estendeu à Avenida 23 de Maio e ao Parque Ibirapuera, onde o transbordamento do lago danificou estruturas de gradil e alagou pistas de caminhada, exigindo uma força-tarefa de 120 profissionais para a limpeza e recuperação das áreas afetadas.

Impactos na infraestrutura e transporte público

Além das inundações, a tempestade comprometeu a mobilidade urbana e o funcionamento de serviços essenciais. Estações do Metrô, como Japão-Liberdade, Paraíso e Trianon-Masp, tiveram acessos invadidos pela água, embora a circulação dos trens tenha sido mantida. No setor aéreo, o Aeroporto de Congonhas contabilizou 24 voos cancelados, entre chegadas e partidas, devido às condições meteorológicas adversas.

A Prefeitura de São Paulo optou pela suspensão do rodízio municipal de veículos durante o período crítico, entre 17h e 20h, para tentar mitigar os transtornos no trânsito. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) destacou, em pronunciamento, que a intensidade da chuva em curto espaço de tempo correspondeu a quase metade da média esperada para todo o mês. A Defesa Civil mantém o alerta para novas precipitações, com previsão de acumulados significativos em diversas regiões do estado, incluindo a Grande São Paulo e o litoral.

O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos das ações de recuperação na capital e os alertas da Defesa Civil. Para se manter informado sobre as condições climáticas e o impacto das chuvas na sua região, continue acompanhando nossa cobertura diária, pautada pelo compromisso com a apuração precisa e o serviço de utilidade pública.

Para mais detalhes sobre a previsão do tempo e orientações de segurança, consulte os canais oficiais da Defesa Civil do Estado de São Paulo.

Leia mais

PUBLICIDADE