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Ceagesp monta espaço temporário para 124 comerciantes após incêndio em pavilhão

Ceagesp monta espaço temporário para 124 comerciantes após incêndio em pavilhão
© Paulo Pinto/Agência Brasil

Em uma resposta ágil ao devastador incêndio que consumiu o pavilhão MFE-A, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) está erguendo uma estrutura provisória para abrigar os 124 comerciantes e trabalhadores afetados. O incidente, ocorrido entre a noite de 5 de setembro e a madrugada de 6 de setembro, deixou um rastro de destruição, mas a expectativa é que as atividades sejam retomadas em um novo espaço a partir de 16 de outubro, distante uma quadra da área original.

A Ceagesp, um dos maiores centros de abastecimento de alimentos da América Latina, mobilizou-se para minimizar os impactos sobre a cadeia produtiva e os meios de subsistência dos comerciantes. A solução temporária consiste em duas tendas galpão, que, embora menores que o pavilhão original, prometem oferecer um ambiente mais adequado e centralizado para os atendimentos.

O Impacto Imediato e a Luta Diária dos Comerciantes

O incêndio no pavilhão MFE-A não apenas destruiu a estrutura física, mas também desorganizou a rotina de dezenas de famílias que dependem do comércio de frutas no local. Antes da construção da estrutura provisória, os comerciantes estavam operando em condições precárias, utilizando tendas de lona ao redor do pavilhão afetado.

Essa situação, descrita como insalubre, expunha-os ao calor intenso e às chuvas, além de dificultar a circulação de caminhões e a visibilidade das lojas vizinhas. O período crítico de maior movimentação para o comércio de frutas na Ceagesp, entre novembro e fevereiro, aproxima-se, tornando a urgência da nova estrutura ainda maior.

A comissão de comerciantes estima uma queda de aproximadamente 50% nas vendas devido às condições adversas. Como medida de apoio, a administração da Ceagesp suspendeu a cobrança de taxas para os atingidos, que só voltarão a pagar quando o pavilhão definitivo for entregue. Essa medida é crucial para a recuperação financeira dos empresários neste período de transição.

A Estrutura Provisória e os Desafios Logísticos

O novo espaço provisório terá 4,8 mil metros quadrados, uma redução em comparação aos 6 mil metros quadrados do pavilhão original. Apesar da área menor, o planejamento inclui a reorganização dos boxes, a instalação de contêineres refrigerados e a ampliação do número de banheiros, visando melhorar as condições de trabalho e atendimento.

O pavilhão MFE-A era um dos mais antigos do complexo, que abriga 52 pavilhões, e uma referência para muitos, com comerciantes atuando há mais de quatro décadas, alguns dando continuidade a legados familiares desde os anos 1960. A perda dessa estrutura histórica ressalta a importância da reconstrução.

Um dos maiores desafios enfrentados no dia a dia é a logística de abastecimento. Os projetos dos pavilhões da Ceagesp datam de décadas, quando o padrão de caminhões era significativamente menor. Com a diminuição do espaço disponível, a dificuldade para o abastecimento aumentou, impactando a eficiência das operações. A área dos galpões provisórios, antes utilizada para estacionamento e transbordo, agora exige que essas ações sejam feitas em bolsões de estacionamento mais distantes, gerando mais complexidade.

Visão de Futuro: O Novo Pavilhão e a Reconstrução

A previsão é que os comerciantes utilizem a estrutura provisória até setembro de 2027, data esperada para a finalização do novo pavilhão. O Diretor Técnico Operacional do Ceagesp, Luiz Silveira Rangel, detalhou os planos para a nova construção, que visa ser mais moderna e resiliente.

“A ideia é a gente construir uma estrutura mais moderna, com o pé direito bem mais alto e mezanino. Estamos estudando um formato para dividir o que é boxe e o que que é área de granel, além de elevar a área de comércio, com uma plataforma, para evitar o risco de perdas em novas inundações”, explicou Rangel. Ele enfatizou a importância de discutir o projeto com os comerciantes, que são os verdadeiros conhecedores do funcionamento diário do mercado. Em dezembro, um estacionamento provisório deve ser instalado na área do pavilhão destruído, enquanto a contratação da obra nova tramita.

A demolição da antiga estrutura, que começou na semana passada, tem um prazo de 60 dias para a retirada do entulho e desmontagem das peças metálicas. O local ainda apresenta muito metal retorcido de telhas de zinco e estruturas, além de restos de alimentos como cocos, abacaxis e melancias, principais produtos do MFE-A. Documentos das empresas também estão sendo resgatados com segurança. Os destroços e resíduos orgânicos estão sendo cuidadosamente separados e destinados a aterros sanitários ou para reciclagem, garantindo a sustentabilidade do processo.

Acompanhe o M1 Metrópole para mais informações sobre a reconstrução do Ceagesp e outros temas relevantes que impactam a vida em São Paulo e no Brasil. Nosso compromisso é com a informação de qualidade, contextualizada e atualizada, para que você esteja sempre bem-informado sobre os acontecimentos que moldam nossa realidade.

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