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Avaliação do governo Lula permanece estável com 39% de reprovação, aponta Datafolha

Uma nova pesquisa Datafolha, divulgada em maio de 2026, revela que a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém um cenário de estabilidade. Após três anos e quatro meses de gestão, os resultados indicam que 39% dos entrevistados consideram o trabalho do presidente como ruim ou péssimo. Em contrapartida, 30% avaliam a administração como boa ou ótima, enquanto 29% a classificam como regular.

Este panorama não apresenta variação significativa em relação ao levantamento anterior, realizado em abril de 2026. Naquela ocasião, 40% dos participantes caracterizavam o governo de forma negativa, 29% entendiam o trabalho como positivo e 29% acreditavam que o balanço era regular, com 2% que não haviam opinado. A manutenção desses índices sugere uma consolidação da percepção pública sobre a atual gestão, mesmo diante de um cenário político dinâmico.

A estabilidade na avaliação do governo Lula

Os números do Datafolha de maio de 2026 reforçam uma tendência observada nos últimos meses: a avaliação do governo Lula, embora com uma parcela considerável de aprovação, enfrenta um índice de reprovação que se mantém elevado. A estabilidade dos resultados, sem grandes oscilações entre as pesquisas, indica que as percepções da população sobre a administração petista estão relativamente sedimentadas.

Essa constância nos dados é um ponto crucial para a análise política, pois reflete a dificuldade do governo em reverter a percepção negativa de uma parcela significativa da sociedade, ao mesmo tempo em que consegue manter uma base de apoio consistente. A avaliação regular, que representa quase um terço dos entrevistados, também demonstra uma parcela da população que não se inclina nem para a aprovação total nem para a reprovação.

O histórico da reprovação e os desafios da gestão

É importante contextualizar que o início de 2025 marcou um ponto de inflexão na avaliação do governo, com um salto na percepção negativa. Esse aumento foi atribuído a uma série de crises sucessivas que abalaram a administração, incluindo a polêmica envolvendo o sistema Pix. Desde então, apesar de uma recuperação parcial no índice de avaliação positiva, a taxa de reprovação nunca retornou aos patamares anteriores, que giravam em torno de 30%.

Essa persistência da avaliação negativa acende um alerta para o governo, que precisa lidar com desafios contínuos e comunicar suas ações de forma eficaz para tentar reconquistar a confiança de parte do eleitorado. A capacidade de gestão frente a crises e a implementação de políticas públicas que gerem impacto positivo e perceptível na vida dos cidadãos são fatores determinantes para a flutuação desses índices.

Recortes demográficos e a influência no cenário político

A pesquisa Datafolha também oferece recortes demográficos que revelam nuances na percepção do governo. Entre os homens, 41% consideram a gestão ruim ou péssima, enquanto 28% a veem como regular e 30% como boa ou ótima. Já entre as mulheres, 37% têm avaliação negativa, 31% regular e 30% positiva. Embora a diferença não seja drástica, a margem de erro de 3 pontos percentuais para esses segmentos indica que as mulheres, que foram um dos grupos mais decisivos na eleição de Lula em 2022, mantêm uma avaliação ligeiramente menos negativa.

Essa distinção é relevante, pois há uma forte correlação entre a avaliação do governo e o voto. Compreender as particularidades de cada grupo demográfico é fundamental para as estratégias políticas futuras, especialmente em um contexto pré-eleitoral, onde a fidelidade e a percepção dos diferentes segmentos da população podem ser determinantes.

Aprovação e o alinhamento com o voto declarado

A pesquisa aprofunda a análise ao correlacionar a avaliação do governo com a intenção de voto declarada. Entre aqueles que afirmam votar em Lula, a aprovação é esmagadora: apenas 1% classifica o governo como ruim/péssimo, 30% como regular e 68% como ótimo/bom. Essa distribuição se inverte drasticamente entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), onde 75% têm avaliação negativa, 21% regular e apenas 3% positiva.

Cenários similares são observados entre os eleitores de outros pré-candidatos. Para quem declara voto em Ronaldo Caiado (PSD), 44% classificam o governo petista como ruim ou péssimo, 37% como regular e 18% como bom ou ótimo. Já entre os que afirmam votar em Romeu Zema (Novo), 47% dizem que a gestão petista é ruim ou péssima, 44% regular e 6% ótima ou boa. Esses dados sublinham a polarização política e como a preferência eleitoral está intrinsecamente ligada à percepção da atual administração.

Detalhes da pesquisa Datafolha e o contexto da divulgação

O levantamento do Datafolha ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, utilizando abordagem pessoal em pontos de fluxo. As entrevistas foram realizadas na terça-feira (12) e na quarta-feira (13) de maio de 2026. A margem de erro máxima da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-00290/2026.

É relevante notar que a maioria das entrevistas desta rodada foi concluída antes da ampla repercussão da notícia envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, que teria solicitado recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro. Esse detalhe temporal é crucial, pois sugere que os resultados da pesquisa refletem a percepção pública antes de um evento que poderia ter influenciado a opinião de parte do eleitorado. Para mais detalhes sobre as metodologias e outras pesquisas, você pode consultar a Folha de S.Paulo.

Acompanhar a evolução da avaliação governamental é essencial para entender os rumos da política nacional. O M1 Metrópole segue comprometido em trazer as informações mais relevantes e contextualizadas para você. Continue navegando em nosso portal para se manter atualizado sobre este e outros temas que impactam o Brasil e o mundo, com a credibilidade e a profundidade que você já conhece.

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