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Ação da PM na USP é defendida por Tarcísio de Freitas como legal e necessária

  • Por
  • REDAÇÃO M1 l METRÓPOLE
  • 13/05/2026
  • Atualizado às 09:49
Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), veio a público na terça-feira (12) para defender a atuação da Polícia Militar na operação que resultou na desocupação da reitoria da Universidade de São Paulo (USP). A ação, ocorrida na madrugada do último domingo (10), no Butantã, Zona Oeste da capital paulista, gerou controvérsia e debates sobre os limites da força policial em ambientes acadêmicos.

Segundo o governador, a intervenção policial foi conduzida “dentro dos limites da legalidade” e se fez necessária diante do que ele classificou como “baderna, depredação e destruição de patrimônio público”. A declaração de Tarcísio de Freitas ocorreu durante um evento promovido pelo governo paulista, focado em políticas públicas de proteção à mulher, o programa “SP Por Todas Mais Seguras”, realizado na sede do Comando-Geral da Polícia Militar, no Bom Retiro, Centro de São Paulo.

A Defesa do Governador e a Necessidade de Ação Policial

Tarcísio de Freitas enfatizou que, embora a universidade seja um espaço de debate, conhecimento, pesquisa e extensão, ela não pode ser palco para atos de vandalismo. “A partir do momento que você tem isso, você tem o cometimento de ilícito e a polícia tem sim o dever de atuar”, afirmou o governador, ressaltando o financiamento público da instituição e a importância da preservação do patrimônio para todos os cidadãos.

A fala do governador sublinha a visão de que a depredação de bens públicos configura uma infração que exige resposta das forças de segurança. Ele reiterou que a polícia agiu conforme o esperado, mantendo-se dentro dos parâmetros legais para restabelecer a ordem e proteger a integridade do patrimônio universitário.

A Controvertida Ação da Polícia Militar na USP

A operação da PM para retirar os estudantes da reitoria da USP tem sido alvo de diferentes narrativas. De um lado, os estudantes e representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) denunciam o uso de força excessiva, mencionando cassetetes, bombas de gás lacrimogêneo e a formação de um “corredor polonês” de agressão contra os cerca de 150 manifestantes que ocupavam o prédio há mais de 60 horas.

Por outro lado, a Polícia Militar afirmou que a ação removeu 150 pessoas e negou a ocorrência de feridos. A corporação destacou que a operação foi gravada por câmeras operacionais portáteis dos policiais e garantiu que “eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas”. Após a desocupação, uma vistoria no local teria constatado danos ao patrimônio público, como portões derrubados, portas de vidro quebradas, carteiras escolares danificadas, mesas avariadas e danos à catraca de entrada. A PM também relatou a apreensão de entorpecentes, armas brancas e objetos contundentes, como facas, canivetes, estiletes, bastões e porretes. Quatro estudantes foram detidos por dano ao patrimônio público e alteração de limites, mas foram liberados após qualificação no 7º Distrito Policial, na Lapa. O policiamento, segundo a PM, segue no local para garantir a ordem pública e a integridade do patrimônio.

A Posição da Universidade de São Paulo e o Diálogo Interrompido

A Universidade de São Paulo (USP) emitiu uma nota no próprio domingo (10) lamentando os acontecimentos e afirmando que não foi avisada previamente sobre a ação da PM. A instituição repudiou a violência empregada durante a operação e defendeu o diálogo como a forma mais adequada para a resolução de conflitos. A reitoria informou que havia comunicado a ocupação à Secretaria de Segurança Pública (SSP) em 7 de maio, buscando a adoção de protocolos de proteção e preservação da ordem.

A USP destacou que, ao longo do período da ocupação, manteve-se aberta ao diálogo e buscou negociar com o movimento estudantil. As tratativas, contudo, teriam chegado a um impasse devido ao atendimento de diversos itens da pauta, à constituição de grupos de trabalho para outros pontos, à insistência em reivindicações que não poderiam ser atendidas, a itens fora do âmbito da universidade e à presença de pessoas externas à comunidade acadêmica. A universidade reforçou seu compromisso com a pacificação do ambiente universitário e a manutenção do direito de ir e vir em todos os seus espaços, repudiando que a violência substitua o debate democrático.

O Contexto da Greve Estudantil e as Reivindicações

A ocupação da reitoria da USP, que se iniciou na quinta-feira (7), estava ligada a um movimento de greve estudantil que abrange também a Unicamp e a Unesp. Os estudantes reivindicam melhorias significativas nas políticas de permanência estudantil, que incluem o aumento de bolsas, a reforma das moradias universitárias e a manutenção da estrutura física dos campi. Essas demandas refletem preocupações com as condições de estudo e moradia para muitos alunos, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

A ação da PM na USP e a subsequente defesa do governador Tarcísio de Freitas reacendem o debate sobre a autonomia universitária, o direito à manifestação e os limites da intervenção policial em espaços acadêmicos. O episódio levanta questões importantes sobre como conciliar a liberdade de expressão e o protesto estudantil com a preservação do patrimônio público e a manutenção da ordem.

Para se manter informado sobre os desdobramentos deste e de outros temas relevantes para São Paulo e o Brasil, continue acompanhando o M1 Metrópole. Nosso compromisso é oferecer informação de qualidade, contextualizada e aprofundada, abordando os fatos que impactam a sua realidade com credibilidade e variedade de temas.

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