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Pedágio free flow inicia testes no Sistema Anchieta-imigrantes com promessa de tarifa menor

tante para baratear o valor de cobrança do pedágio, que atualmente é o mais caro
Reprodução G1

O Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), uma das principais vias de ligação entre a Região Metropolitana de São Paulo e o litoral paulista, deu um passo decisivo rumo à modernização. A concessionária Ecovias iniciou, nesta quarta-feira (10), a fase de testes do sistema de pedágio eletrônico, conhecido como free flow, batizado localmente de Siga Fácil. A tecnologia promete eliminar as tradicionais praças de pedágio, permitindo que o fluxo de veículos ocorra sem a necessidade de paradas ou redução de velocidade.

A tecnologia por trás do fluxo livre

A implementação do sistema baseia-se em pórticos equipados com um conjunto avançado de sensores, câmeras e antenas. Localizados estrategicamente no km 33 da Via Anchieta e no km 29 da Rodovia dos Imigrantes, esses equipamentos realizam a leitura automática de placas e tags eletrônicas. A tecnologia, que utiliza o sistema de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR), garante a identificação precisa dos veículos mesmo em condições adversas, como neblina intensa ou tráfego em alta velocidade.

Além da leitura visual, sensores a laser classificam os veículos conforme suas dimensões — altura, largura e comprimento — e a quantidade de eixos. Segundo a Artesp, agência responsável pela regulação e homologação do projeto, essa precisão é fundamental para garantir a equidade na cobrança e a confiabilidade do modelo. Os dados captados são processados centralmente, onde ocorre a validação e o cálculo da tarifa correspondente a cada passagem.

Impacto no bolso do motorista

Um dos pontos mais aguardados pelos usuários das rodovias é a redução no custo da viagem. Atualmente, o pedágio no SAI é considerado um dos mais caros do Brasil, com tarifa de R$ 38,70. Com a transição para o modelo free flow, prevista para entrar em vigor em 1º de julho, o valor será reduzido para R$ 19,35 por trecho. A medida visa dividir o custo da viagem, tornando a tarifa mais equilibrada para quem utiliza a subida ou a descida da serra.

Neste momento de transição, a Ecovias ressalta que não haverá cobrança de tarifa. O período atual é dedicado exclusivamente a validações técnicas, calibração de equipamentos e integração sistêmica. O objetivo é assegurar que, quando o sistema for ativado oficialmente, a experiência do motorista seja fluida e livre de falhas operacionais.

O futuro das praças de pedágio

A adoção do free flow marca o início do fim das tradicionais cabines de pedágio localizadas no km 32 da Rodovia dos Imigrantes e no km 31 da Via Anchieta. Conforme o cronograma de modernização da infraestrutura rodoviária paulista, essas estruturas físicas serão futuramente desmobilizadas. A mudança faz parte de uma estratégia mais ampla do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), para otimizar o tráfego e reduzir os congestionamentos causados pelas paradas obrigatórias.

O diretor-superintendente da Ecovias Imigrantes, Ronald Marangon, reforçou que a fase de testes é essencial para validar o funcionamento da tecnologia em condições reais de tráfego. Com essa iniciativa, São Paulo consolida sua posição na vanguarda da gestão rodoviária, seguindo o exemplo de outras concessões do grupo EcoRodovias, como a Ecovias Noroeste Paulista, que já opera sob o novo modelo.

O M1 Metrópole segue acompanhando de perto os desdobramentos dessa mudança significativa na mobilidade paulista. Continue conectado ao nosso portal para obter atualizações sobre o cronograma de implementação, orientações de uso para os motoristas e análises sobre o impacto dessa tecnologia na infraestrutura do estado.

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