Mudança na agenda da ex-primeira-dama
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) precisou cancelar sua participação em um evento político programado para esta quarta-feira (10). A decisão foi motivada pelo estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que voltou a apresentar episódios de mal-estar e crises recorrentes de soluço, conforme relatado por sua esposa.
O evento em questão marcaria o lançamento da pré-candidatura de Luiza Cunha (PL) ao cargo de deputada distrital. Luiza é filha de Clériston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, que faleceu no Complexo Penitenciário da Papuda em novembro de 2023, após ter sido detido durante os atos golpistas de 8 de janeiro daquele mesmo ano. Diante da impossibilidade de comparecer pessoalmente, a ex-primeira-dama optou por enviar um vídeo gravado para ser exibido aos presentes no ato.
Contexto de saúde e rotina de cuidados
Na última terça-feira (9), Michelle Bolsonaro já havia compartilhado com interlocutores que o ex-presidente enfrentava dificuldades de saúde desde a segunda-feira (8). Segundo ela, a equipe médica que acompanha o ex-mandatário tem trabalhado no ajuste das dosagens de medicamentos, um processo que tem gerado instabilidade no quadro clínico.
“Tem dia que ele amanhece bem, no início da tarde já tem uma crise de soluço, já dá uma baqueada e assim sucessivamente”, explicou a ex-primeira-dama. A oscilação constante na resposta ao tratamento tem exigido atenção redobrada de quem convive com o ex-presidente, que cumpre atualmente regime de prisão domiciliar.
Expectativas sobre a prisão domiciliar
Além de tratar da saúde do marido, Michelle Bolsonaro manifestou publicamente sua expectativa em relação à manutenção da atual condição de detenção de Jair Bolsonaro. O prazo de 90 dias estipulado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, para a medida cautelar, encerra-se ao final deste mês.
A ex-primeira-dama defende a continuidade do cumprimento da medida em casa, argumentando que o ex-presidente necessita de cuidados específicos e acompanhamento próximo. “Espero que Deus toque no coração do ministro e que ele fique em casa, porque ele precisa ser cuidado. Lá tem alimentação, estou cuidando dele direitinho, ele está bem”, afirmou.
O caso segue sendo acompanhado de perto por aliados políticos e observadores do cenário nacional, dado o impacto que a saúde do ex-presidente pode ter na dinâmica de articulações do Partido Liberal. Para mais atualizações sobre os bastidores da política nacional e desdobramentos de Brasília, continue acompanhando o M1 Metrópole, seu portal de referência para informações apuradas e contextualizadas.