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Educação

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Mercado Livre

Ocupação da reitoria da USP persiste com estudantes exigindo diálogo e melhorias

  • Por
  • REDAÇÃO M1 l METRÓPOLE
  • 08/05/2026
  • Atualizado às 18:18
que não haveria para as outras questões também?”, questiona. De acordo com os es
Reprodução Agência Brasil

Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) mantiveram, nesta sexta-feira (8), a ocupação da reitoria da instituição, intensificando a pressão por uma reabertura imediata do diálogo com o reitor Aluísio Augusto Cotrim Segurado. A mobilização, iniciada na quinta-feira (7), reflete a insatisfação dos alunos com o encerramento unilateral das negociações pela reitoria, que, segundo eles, deixou diversas reivindicações cruciais sem atendimento.

O movimento estudantil destaca a urgência de discutir temas que afetam diretamente a permanência e a qualidade de vida dentro do campus, em um cenário de crescente precarização. A ação visa chamar a atenção para as condições enfrentadas diariamente pelos universitários, que se sentem ignorados em suas demandas por melhorias estruturais e financeiras.

Ocupação da Reitoria da USP: Entenda as Reivindicações Estudantis

As principais pautas dos estudantes giram em torno de questões fundamentais para a vida acadêmica e social. Uma das demandas centrais é o aumento no valor pago pelo Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), considerado insuficiente para cobrir os custos de vida em uma metrópole como São Paulo. Segundo Guilherme Farpa, estudante de Jornalismo e membro do Diretório Central dos Estudantes (DCE), a proposta da reitoria de um aumento de apenas R$ 27 para o auxílio integral (atualmente R$ 885) e R$ 5 para o parcial (R$ 320) é “extremamente insuficiente”.

Além do auxílio financeiro, os alunos exigem melhorias substanciais nas moradias estudantis, especialmente no Conjunto Residencial da USP (CRUSP). O DCE descreve a situação como “insalubre”, com relatos de falta de água e proliferação de mofo nos apartamentos, comprometendo a saúde e o bem-estar dos residentes. A precarização se estende aos restaurantes universitários, os populares bandejões, onde problemas diários incluem desde o fornecimento de comida estragada até a presença de larvas nas refeições, além de longas filas que impactam a rotina dos estudantes.

Em texto divulgado, o DCE da USP enfatiza que “o estopim para a ocupação é a extrema precarização das condições de inclusão e permanência enfrentadas na universidade”. Essa declaração sublinha a gravidade da situação e a percepção de que as condições atuais dificultam a permanência de muitos alunos, especialmente aqueles de menor renda.

Orçamento Milionário e a Questão da Permanência

A discussão sobre as condições estudantis ganha um contorno ainda mais crítico quando confrontada com o orçamento da universidade. Os estudantes questionam a alocação de recursos, apontando que a USP tem um orçamento de cerca de R$ 9 bilhões para o ano de 2026. Em março, a instituição aprovou uma bonificação para os professores no valor de R$ 240 milhões.

Essa disparidade levanta a dúvida entre os manifestantes: “se há esses R$ 240 milhões de reais para aprovar a gratificação dos professores, por que não haveria para as outras questões também?”. A questão central é a priorização dos investimentos e a percepção de que as necessidades básicas dos estudantes não estão recebendo a devida atenção, apesar da disponibilidade de recursos significativos.

O Outro Lado: Reitoria Lamenta e Aciona Segurança

Em resposta à ocupação, a reitoria da USP divulgou uma nota lamentando profundamente a “escalada de violência que levou à invasão do prédio principal da Reitoria por manifestantes, com danos ao patrimônio público”. A instituição afirmou ter adotado “medidas cabíveis”, acionando as forças de segurança pública para evitar a ocupação de outros espaços e prevenir maiores danos patrimoniais.

Antes da ocupação, no dia 5 de maio, a reitoria havia divulgado um comunicado mencionando avanços nas negociações. Segundo a nota, foram realizadas reuniões com representantes estudantis a partir de 14 de abril, totalizando cerca de 20 horas de diálogo. A gestão reiterou que “o bem-estar da comunidade acadêmica é prioridade da gestão” e que “diversos avanços foram alcançados em benefício de estudantes de todos os campi”. Contudo, a perspectiva dos estudantes diverge, indicando que as propostas apresentadas não foram suficientes para atender às suas expectativas e necessidades.

Impasse e o Futuro do Diálogo na Universidade

Os estudantes deixaram claro que a ocupação da reitoria só será encerrada quando a administração aceitar reabrir as conversas de forma construtiva. Felipe, estudante de Ciências Moleculares e membro do DCE, que preferiu não informar o sobrenome, expressou a frustração com a falta de compreensão por parte da gestão.

“Tudo que nós queremos é ser ouvidos. O estudante vive a universidade em um âmbito muito diferente dos professores e da reitoria. Eles não pegam a fila de uma hora e meia do bandejão, eles não comem no bandejão cheio de larvas, não pegam o quarteirão de fila para pegar o ônibus circular. Eles não têm noção dessa realidade”, afirmou Felipe, destacando a desconexão entre as experiências da administração e a realidade diária dos alunos. Este impasse ressalta a importância do diálogo contínuo e da busca por soluções que contemplem as necessidades de toda a comunidade universitária. Para mais informações sobre o cenário educacional no Brasil, clique aqui.

O M1 Metrópole continua acompanhando de perto os desdobramentos dessa ocupação na USP e outras notícias relevantes do cenário nacional. Acompanhe nosso portal para se manter atualizado com informações precisas, contextualizadas e de qualidade, cobrindo uma vasta gama de temas que impactam o seu dia a dia.

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