O influenciador digital Osni Fernando Luiz, conhecido no meio esportivo como “Cicatriz”, foi preso em flagrante no último domingo (3) sob a acusação de estupro. O suspeito, que ganhou notoriedade nacional em 2024 ao arremessar uma cabeça de porco no gramado da Neo Química Arena durante um clássico entre Corinthians e Palmeiras, foi detido na Zona Norte de São Paulo após denúncia de uma garota de programa.
Contexto da prisão e denúncia
A Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência no bairro de Santana, onde encontrou a vítima em estado de choque. Segundo o relato prestado às autoridades, a mulher, que atua como garota de programa, afirmou ter sido abordada por Osni, que conduzia um veículo da marca BMW. O encontro teria sido combinado pelo valor de R$ 150, mas a situação escalou para uma violência sexual dentro do automóvel.
A vítima relatou que, após divergências sobre o pagamento, o suspeito teria se tornado agressivo, puxando-a pelos cabelos e forçando atos sexuais. Conforme o boletim de ocorrência, o homem teria trancado as portas do carro, alegado ser “bandido” e proferido ameaças para coagir a mulher a realizar o “serviço completo”. Após o ocorrido, a vítima foi deixada ferida na via pública e buscou auxílio médico no Hospital da Mulher.
Histórico de polêmicas no futebol
O nome de Osni Fernando Luiz já era familiar às autoridades policiais e ao público esportivo. Em 2024, ele protagonizou um episódio que gerou repercussão internacional ao lançar uma cabeça de porco no gramado durante o Dérbi pelo Campeonato Brasileiro. O ato, visto como uma provocação ao rival Palmeiras, resultou em uma condenação judicial em 2025 por “crime contra a paz no esporte”, com pena de um ano em regime semiaberto, da qual ele recorria em liberdade.
Além da condenação, o influenciador, que acumula mais de 65 mil seguidores no Instagram, já havia sido alvo de medidas restritivas. A Justiça havia proibido o torcedor de frequentar estádios em dias de jogos do Corinthians após ele ser acusado de um ato semelhante: o arremesso de outra cabeça de porco nas proximidades do Allianz Parque, em fevereiro de 2025.
Posicionamento da defesa
A defesa de Osni, composta pelos advogados Marcello Primo, Damilon de Oliveira e Renato Soares, nega veementemente as acusações de estupro. Em nota oficial, os representantes legais afirmaram que o cliente contratou o programa e efetuou o pagamento pelo serviço. Os advogados declararam que buscarão as medidas cabíveis para reverter a prisão preventiva decretada na audiência de custódia, mantendo a confiança de que a inocência será provada durante o processo criminal.
Andamento das investigações
O caso segue sob sigilo e está sendo conduzido pela 4ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher (DDM). A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que exames periciais foram requisitados para a vítima, procedimento padrão em casos de crimes sexuais. O suspeito, que optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório policial, permanece à disposição da Justiça enquanto o inquérito avança.
Para acompanhar os desdobramentos deste caso e outras notícias relevantes sobre segurança pública e esportes, continue conectado ao M1 Metrópole. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, com o rigor jornalístico que a sociedade exige e a variedade de temas que o seu dia a dia pede.