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Melanoma tem risco de morte reduzido em 42% com nova vacina de Mrna

Melanoma tem risco de morte reduzido em 42% com nova vacina de Mrna
Dado Ruvic - 11.dez.21/Reuters

A combinação de uma vacina de mRNA com um imunoterápico reduziu em 42% o risco de morte ou recidiva de melanoma, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (22). O imunizante personalizado, desenvolvido pelas farmacêuticas Moderna e Merck (MSD, no Brasil), foi testado em conjunto com o Keytruda em um grande estudo de fase 3 que envolveu mais de 1.100 pacientes.

Os resultados apontam para uma nova abordagem terapêutica na oncologia, utilizando a tecnologia de RNA mensageiro para treinar o sistema imunológico a combater mutações específicas do tumor de cada paciente. A vacina, chamada intismeran autogene, atua em parceria com um dos medicamentos mais vendidos do mundo, abrindo perspectivas para o tratamento de diversos tipos de tumores no futuro.

Avanço na oncologia personalizada

O estudo avaliou a eficácia da combinação terapêutica ao longo dos primeiros dois anos após o tratamento dos pacientes. Entre os que receberam o intismeran autogene juntamente com o Keytruda, 82,2% permaneceram livres da doença no período, comparado a 70% daqueles que utilizaram apenas a imunoterapia tradicional.

Além da redução de 42% no risco de morte ou retorno do câncer, os dados indicam que a estratégia conjunta diminuiu em 38% o risco de disseminação da doença pelo organismo. A pesquisa detalhada será apresentada no sábado (24) durante o congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica, em Madri, reunindo especialistas globais para debater o impacto clínico dos achados.

Mecanismo de ação e expectativas de lançamento

O funcionamento da terapia combinada une duas frentes complementares de combate ao câncer. Enquanto o Keytruda atua removendo os mecanismos que permitem às células tumorais passarem desapercebidas pelo organismo, a vacina instrui o sistema imune a produzir cópias exatas das mutações presentes no tumor de cada indivíduo.

Com os resultados consolidados, as empresas planejam solicitar formalmente a aprovação regulamentar nos EUA e estimam o lançamento comercial do imunizante para 2027. A tecnologia também passa por testes em outros tipos de câncer, incluindo tumores de pulmão, rim e bexiga, com a expectativa de ampliar o leque de indicações terapêuticas nos próximos anos.

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