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Pesquisa datafolha aponta empate na rejeição entre lula e flávio bolsonaro

Pesquisa datafolha aponta empate na rejeição entre lula e flávio bolsonaro
Eduardo Knapp - 18.out.26/Folhapress

A três dias do segundo turno, a rejeição dos candidatos à Presidência da República se mantém em patamares elevados, conforme aponta o novo levantamento do instituto Datafolha. A pesquisa mostra que 48% dos eleitores afirmam não votar de jeito nenhum em Lula (PT), enquanto o mesmo índice, 48%, é registrado para Flávio Bolsonaro (PL).

O cenário de acirramento na reta final da disputa evidencia a polarização política consolidada no país. Na rodada anterior do levantamento, os índices eram de 46% a 43%, respectivamente, passando por oscilações que mantiveram os dois principais nomes do pleito em situação de empate técnico dentro da margem de erro, fixada em dois pontos percentuais para mais ou para menos.

polarização política e o cenário do primeiro turno

Desde o início da disputa, a corrida eleitoral foi marcada pela concentração de votos nos dois principais polos, deixando margem estreita para candidaturas alternativas. Na primeira etapa da votação, os demais concorrentes somaram juntos 7,81% dos votos válidos. O terceiro colocado na ocasião, Augusto Cury (Avante), registrou 2,89% dos válidos e, junto com nomes como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), declarou apoio ao senador do PL nesta nova fase da campanha.

A dinâmica da campanha refletiu a divisão do eleitorado, sem espaço para a ascensão de uma terceira via expressiva. A estratégia dos grupos políticos centrou-se na consolidação de bases e na tentativa de conter o avanço do adversário, refletindo-se diretamente nos patamares de rejeição captados pelas pesquisas de opinião pública ao longo de todo o processo eleitoral.

escalada de tensão e impactos nos debates televisivos

Neste segundo turno, a campanha ganhou contornos de maior agressividade na propaganda veiculada no rádio e na televisão, culminando em confrontos diretos no primeiro debate televisivo entre os postulantes ao Palácio do Planalto, realizado no domingo (18) na Band. O encontro entre os candidatos foi marcado por trocas intensas de acusações e críticas de observadores quanto ao tom adotado no palco.

A postura adotada pelos concorrentes buscou elevar a rejeição do adversário por meio de ataques mútuos. Analistas políticos apontam que essa estratégia, embora mobilizasse os eleitores já decididos, tende a afastar o eleitorado moderado e os poucos indecisos que ainda avaliavam as opções para o voto definitivo nas urnas.

metodologia e desdobramentos na reta final

Para a realização deste levantamento, o Datafolha ouviu 2.520 eleitores entre os dias 20 e 22 de outubro. A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, estando devidamente registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-09709/2026.

Com a proximidade do pleito, a atenção das equipes de campanha volta-se para a mobilização do eleitorado e a contenção de danos gerados pelos altos índices de rejeição. A eficácia das estratégias adotadas nos momentos derradeiros da disputa será testada diretamente nas urnas pelos eleitores brasileiros.

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