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Bancos iniciam devolução de R$ 1,3 bilhão retido em contas de apostas online

Bancos iniciam devolução de R$ 1,3 bilhão retido em contas de apostas online
© Antônio Cruz/ Agência Brasil

Processo de restituição aos apostadores

Teve início nesta sexta-feira (9) o cronograma de devolução de aproximadamente R$ 1,325 bilhão que permaneciam retidos em plataformas de apostas online. O montante, referente a saldos de usuários, está sendo processado por instituições financeiras após o encerramento das atividades de sites de apostas abrangidos pela Medida Provisória (MP) 1.394/2026. A expectativa é que cerca de 26,5 milhões de apostadores sejam contemplados com a restituição automática até a próxima quarta-feira (14).

O processo de devolução ocorre após o fim do prazo para saques voluntários, que se encerrou às 23h59 da última segunda-feira (5). Com a desativação dos sites e aplicativos afetados, as empresas tiveram até quinta-feira (8) para repassar aos bancos os dados detalhados dos saldos vinculados aos CPF’s e às contas bancárias utilizadas nas transações. A medida faz parte de um esforço do governo federal para organizar o setor e mitigar os impactos financeiros sobre as famílias brasileiras.

Fluxo de pagamento e suporte da Caixa

Para o apostador, a orientação principal é monitorar o extrato da conta bancária que foi utilizada para realizar os depósitos nas plataformas. O governo estabeleceu um fluxo de repasse que prioriza a agilidade, mas prevê contingências para casos de falhas operacionais. Caso a devolução não seja processada pelos bancos privados dentro do prazo estipulado, a Caixa Econômica Federal assumirá a responsabilidade pela intermediação dos pagamentos a partir do dia 14 de outubro.

O Ministério da Fazenda reforçou que as orientações específicas para essa segunda etapa de pagamentos serão divulgadas oportunamente por meio de canais oficiais. É fundamental que o cidadão mantenha atenção redobrada a comunicados emitidos pelo governo e pela instituição financeira pública, evitando interagir com links suspeitos ou fontes não verificadas.

Investigações e combate a fraudes

Embora a maioria dos saldos seja composta por valores residuais — dados do governo apontam que 86,2 milhões de contas mantinham entre R$ 0,01 e R$ 0,99 —, o governo mantém sob vigilância montantes elevados. O ministro da Fazenda, Dario Durigan confirmou que cerca de 40 CPF’s estão sob análise detalhada. O objetivo é identificar possíveis irregularidades, incluindo indícios de lavagem de dinheiro, que possam ter utilizado as plataformas de apostas como fachada.

Em paralelo, o governo emitiu um alerta severo contra golpes. Criminosos têm aproveitado o cenário de incerteza para enviar mensagens falsas solicitando o pagamento de taxas ou o fornecimento de senhas bancárias para a “liberação” do saldo. As autoridades reiteram que a restituição é um procedimento automático e que não há qualquer cobrança de valores antecipados para que o apostador reaveja seu dinheiro.

Contexto da regulação das apostas

A ofensiva contra as plataformas de apostas integra um pacote econômico mais amplo, focado no combate ao endividamento das famílias e nos riscos associados ao jogo compulsivo. O setor, que aguardava uma regulamentação efetiva desde 2018, tem enfrentado um cerco rigoroso contra sites clandestinos. A MP 1.394/2026, publicada em 25 de setembro, ainda aguarda a análise do Congresso Nacional para consolidar as novas diretrizes de operação no país.

O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos desta medida e os impactos da regulação das apostas no cenário econômico nacional. Continue conectado ao nosso portal para receber atualizações precisas, análises aprofundadas e informações de utilidade pública que afetam diretamente o seu cotidiano.

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