O primeiro turno das eleições de 2026 foi marcado por um cenário de intensa disputa em diversos estados brasileiros, com destaque para o Rio Grande do Norte e Tocantins. Nestas unidades federativas, a corrida pelo governo se mostrou particularmente acirrada, com os resultados finais da apuração indicando uma diferença mínima entre os dois candidatos mais votados, forçando a decisão para o segundo turno.
A proximidade dos percentuais reflete não apenas a polarização política, mas também a mobilização do eleitorado e a força das campanhas locais. O desfecho apertado nesses estados sinaliza um período de intensificação das articulações políticas e da busca por cada voto nas próximas semanas.
Corrida voto a voto no Rio Grande do Norte
No Rio Grande do Norte, a apuração dos votos para governador foi um verdadeiro suspense, com a liderança alternando entre os candidatos ao longo da contagem. O pleito culminou com Allyson (União Brasil) à frente, conquistando 36,94% dos votos válidos, enquanto Cadu de Lula (PT) obteve 36,16%.
A diferença de apenas 0,78 ponto percentual ilustra a tensão que permeou a noite eleitoral. Inicialmente, Allyson havia despontado com 38,91%, contra 36,58% do petista. Contudo, em questão de minutos, Cadu de Lula inverteu a situação, alcançando 36,77% frente a 35,46% de seu adversário.
A vantagem continuou a oscilar, diminuindo progressivamente. Com 83,56% das urnas apuradas, Cadu registrava 36,38% e Allyson, 36,32%. A retomada da liderança por Allyson ocorreu quando a contagem atingiu 91,28%, com 36,63% contra 36,33% de Cadu, mantendo-se na ponta até o encerramento da apuração. Este cenário prepara o terreno para um segundo turno igualmente disputado, onde cada voto será crucial.
Equilíbrio persistente no Tocantins
O Tocantins também vivenciou uma disputa extremamente equilibrada para o governo estadual. A Professora Dorinha (União Brasil) encerrou o primeiro turno com 45,52% dos votos, garantindo sua vaga no segundo turno contra Vicentinho Júnior (PSDB), que obteve 43,94%.
A margem de 1,58 ponto percentual entre os dois candidatos demonstra a paridade de forças. Os percentuais de Dorinha e Vicentinho Júnior se mantiveram próximos durante quase toda a apuração, gerando expectativa sobre o resultado final. Embora Dorinha tenha chegado a abrir uma vantagem maior em parciais iniciais, com 47,56% contra 42,11% de Vicentinho, essa diferença foi gradualmente reduzida, consolidando um cenário de segundo turno imprevisível.
Cenário fluminense: Douglas Ruas perto da vitória em primeiro turno
No Rio de Janeiro, a disputa pelo governo, embora com uma diferença maior entre os primeiros colocados, também apresentou momentos de grande expectativa. Douglas Ruas (PL) manteve-se acima dos 50% dos votos durante boa parte da contagem, um percentual que, se mantido até o fim, lhe garantiria a vitória já no primeiro turno.
Contudo, o candidato terminou a apuração com 49,27% dos votos, enquanto Eduardo Paes (PSD) alcançou 42,76%. A situação de Ruas foi particularmente impactada pela questão dos votos nulos de Anthony Garotinho (Republicanos). Caso esses votos fossem considerados válidos e revertidos a seu favor, Ruas teria sido eleito governador do Rio de Janeiro no primeiro turno. A não concretização da vitória em primeira instância abre espaço para uma nova rodada de negociações e estratégias políticas no estado.
As eleições de 2026 reforçam a dinâmica da democracia brasileira, onde cada voto conta e a mobilização popular é um fator determinante. Os próximos dias serão cruciais para os candidatos e seus eleitores, que se preparam para as novas etapas da corrida eleitoral. Para acompanhar todos os desdobramentos, análises aprofundadas e notícias em tempo real sobre este e outros temas relevantes, continue navegando pelo M1 Metrópole. Nosso compromisso é com a informação de qualidade, atualizada e contextualizada para você.
Para mais informações sobre o processo eleitoral brasileiro, você pode consultar o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).