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Investigação apura morte de tenente da Marinha encontrada em alojamento na USP

Investigação apura morte de tenente da Marinha encontrada em alojamento na USP
1 de 3 Beatriz era era tenente e engenheira mecânica na Marinha, onde morreu, segundo a polícia. — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal e Felipe Pereira/TV Globo

A morte da segundo-tenente da Marinha do Brasil, Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, tornou-se alvo de uma investigação rigorosa após o corpo da oficial ser encontrado em um alojamento militar na Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo. O caso, registrado inicialmente como morte suspeita, levanta questionamentos sobre os procedimentos adotados pela corporação logo após a descoberta do óbito.

Divergências sobre o estado da oficial

Beatriz, que atuava como engenheira mecânica, foi descrita pela mãe, Soraia Fickert, como uma pessoa saudável. Segundo o relato de familiares, quando a oficial foi encontrada, ela já apresentava sinais de que o falecimento havia ocorrido há pelo menos duas horas. Essa percepção foi corroborada pela recusa de uma médica do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP) em assinar o atestado de óbito, o que motivou o acionamento das autoridades policiais.

A Marinha do Brasil, em nota oficial, informou que a militar foi encontrada “desfalecida” em seu alojamento no Centro Tecnológico da Marinha e prontamente encaminhada ao hospital. Contudo, a corporação não esclareceu se o termo utilizado significava que a tenente estava desacordada ou já sem vida no momento em que foi localizada pela equipe médica da unidade.

Procedimentos periciais e a suspeita de fraude

O Boletim de Ocorrência (BO) registrado no 7º Distrito Policial da Lapa aponta inconsistências que agora compõem o inquérito. De acordo com o documento, a oficial deu entrada no hospital já sem sinais vitais, transportada por uma capitã que se identificou como médica da Marinha. A remoção do corpo antes da realização de perícia no local da morte é um dos pontos centrais da apuração.

Devido à alteração do local e à ausência de procedimentos periciais imediatos, o registro policial menciona a possibilidade, em tese, de “eventual fraude processual”. Como o óbito ocorreu dentro de uma instalação militar, a competência da investigação foi atribuída à Polícia Federal e à própria Marinha, que conduz apurações internas sobre as circunstâncias do ocorrido.

Contexto da ocorrência na Cidade Universitária

O caso ganhou repercussão por envolver uma instalação militar situada dentro do campus da USP, no Butantã. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo confirmou que a Polícia Militar foi acionada apenas quando a médica do hospital se negou a emitir o documento de óbito, reforçando que a jurisdição sobre os fatos recai sobre as esferas federal e militar. A família de Beatriz, que era casada com um bombeiro civil, aguarda esclarecimentos sobre o que causou a morte da engenheira.

A Marinha do Brasil afirmou, por meio de nota, que presta assistência social, psicológica e religiosa aos familiares da oficial. O portal oficial da Marinha segue como canal para eventuais atualizações sobre os procedimentos administrativos. O M1 Metrópole continua acompanhando os desdobramentos deste caso, comprometido em levar até você informações apuradas e o contexto necessário para compreender os fatos que impactam a sociedade.

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