A disputa pelo comando do estado de São Paulo em 2026 começa a desenhar um cenário de estabilidade com vantagem para a atual gestão. Segundo a nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) mantém a liderança isolada na corrida eleitoral, registrando 44% das intenções de voto no primeiro turno.
O principal adversário na disputa, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), aparece com 27%. Os números mostram uma oscilação positiva para o atual ocupante do Palácio dos Bandeirantes, que detinha 42% no levantamento anterior, realizado em 8 de setembro. Haddad, por sua vez, permaneceu estagnado com os mesmos 27% de duas semanas atrás.
Cenário eleitoral aponta favoritismo de Tarcísio no primeiro turno
O levantamento da Quaest reforça a polarização que tem marcado a política paulista e nacional nos últimos anos. Enquanto os dois líderes somam 71% das intenções de voto, os demais candidatos ainda buscam espaço para romper a barreira do traço estatístico. Nomes como Policial Edjane (Agir), Vera Lúcia (PSTU), Carlos Machado (PCB) e Izadora Dias (PCO) aparecem com apenas 1% cada. A candidata Vivian Mendes (UP) não pontuou nesta rodada.
Um dado relevante para as estratégias de campanha é o volume de eleitores que ainda não se decidiram ou que pretendem anular o voto. De acordo com a pesquisa, 11% dos entrevistados afirmam que votarão em branco, nulo ou que não comparecerão às urnas. Outros 14% declararam estar indecisos, o que representa uma fatia de 25% do eleitorado que pode ser decisiva na reta final da campanha.
Vantagem do atual governador se mantém em eventual segundo turno
A simulação de um confronto direto em segundo turno entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad também aponta para uma vantagem confortável do atual governador. Tarcísio alcança 49% das intenções de voto, contra 30% do petista. Na comparação com o levantamento de 8 de setembro, houve uma variação mínima dentro da margem de erro: o governador subiu um ponto (era 48%) e o ex-ministro caiu um (era 31%).
A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 22 de setembro, ouvindo 1.800 eleitores com 16 anos ou mais em todo o estado de São Paulo. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode ser consultado sob o protocolo SP-02456/2026.
Alianças nacionais e o peso do apoio de Lula e Bolsonaro
A eleição paulista é indissociável do cenário federal. Tarcísio de Freitas conta com o apoio explícito do senador Flávio Bolsonaro (PL), que é candidato à Presidência da República. Recentemente, o governador reforçou seus laços com o clã Bolsonaro ao declarar que deseja ver Flávio assumindo o Palácio do Planalto ao lado de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
Do outro lado, Fernando Haddad carrega a bandeira do governo federal, contando com o apoio direto do presidente Lula (PT). A estratégia de Haddad tem sido focar em críticas à gestão estadual e explorar as ausências de Tarcísio em debates, como ocorreu na última segunda-feira, 21 de setembro, no encontro organizado pela Record. Além disso, a campanha petista tenta vincular o governador a figuras do setor financeiro, como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A ausência de Tarcísio nos debates tem sido um dos principais pontos de ataque da oposição, que acusa o governador de evitar o confronto direto sobre temas sensíveis da administração pública paulista. Por outro lado, a equipe do Republicanos aposta na entrega de obras e na percepção de segurança pública para consolidar a reeleição ainda no primeiro turno.
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