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Senacon abre processos contra 70 postos por suspeita de preços abusivos

Senacon abre processos contra 70 postos por suspeita de preços abusivos
© José Cruz/Agência Brasil

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, deu início a uma ofensiva rigorosa contra o setor de combustíveis. Nesta segunda-feira (21), o órgão instaurou 70 processos administrativos sancionadores para apurar indícios de aumento abusivo de preços em postos de diversas regiões do país. A medida coloca em xeque a conduta de estabelecimentos que teriam elevado suas margens de lucro de forma injustificada.

De acordo com as investigações, que contaram com o suporte técnico da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foram detectados aumentos de margem superiores a 70% em postos situados nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Paraná. Caso as irregularidades sejam comprovadas, as empresas podem enfrentar penalidades severas, com multas que podem atingir o teto de R$ 14 milhões, conforme as diretrizes estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Ação coordenada contra a alta de preços

O movimento da Senacon foi impulsionado por um volume expressivo de reclamações. Na última sexta-feira (18), a ANP reportou ter recebido cerca de 330 denúncias de consumidores sobre possíveis práticas abusivas nas bombas. Esse fluxo de informações foi determinante para que o governo federal decidisse compartilhar dados estratégicos e subsidiar a fiscalização, visando entender o comportamento atípico dos preços no mercado varejista de combustíveis.

Para dar continuidade ao cerco contra eventuais abusos, a Senacon convocou uma reunião nacional emergencial para esta terça-feira (22). O encontro reúne representantes de órgãos de defesa do consumidor de todo o território brasileiro. O objetivo central é alinhar uma estratégia de atuação coordenada, que combina ações preventivas e repressivas para coibir condutas oportunistas que elevam o custo final ao motorista sem uma justificativa técnica ou econômica compatível com a realidade do mercado.

Defesa e próximos passos

Os estabelecimentos que foram alvo dos processos administrativos já foram notificados e possuem um prazo de 15 dias para apresentar suas defesas. O rito processual garante o contraditório, permitindo que os postos expliquem as variações de preços aplicadas recentemente. A fiscalização ocorre em um momento sensível, logo após o governo sancionar uma lei que permite a redução de tributos sobre combustíveis, medida que, em tese, deveria refletir em alívio no bolso do consumidor, e não em margens elevadas para os revendedores.

O monitoramento constante dos preços nas bombas segue como uma prioridade para os órgãos de controle. O M1 Metrópole continuará acompanhando o desdobramento desses processos e as ações de fiscalização em todo o Brasil. Fique informado sobre as decisões que impactam a economia e o cotidiano dos brasileiros acessando diariamente nosso portal, onde a notícia é tratada com a seriedade e a profundidade que o leitor merece.

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