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Sobe para três o número de mortos em desabamento de prédio na Zona Leste de São Paulo

Sobe para três o número de mortos em desabamento de prédio na Zona Leste de São Paulo
Foto: TV Globo

O cenário na Rua Tequici, na Penha, Zona Leste de São Paulo, permanece de intensa mobilização das equipes de resgate após o desabamento de um prédio em construção que atingiu uma residência vizinha. Na noite deste sábado (12), o Corpo de Bombeiros confirmou a localização do corpo de um homem sob os escombros, elevando para três o número total de vítimas fatais confirmadas até o momento.

Buscas seguem por desaparecidos sob os escombros

A operação de salvamento, que atravessou a madrugada deste domingo (13), segue em ritmo crítico. De acordo com informações oficiais da corporação, as equipes ainda buscam por três pessoas que permanecem desaparecidas: uma criança e duas mulheres. O trabalho é minucioso e conta com o apoio de 70 bombeiros, 22 viaturas e cães farejadores, além do uso de maquinário pesado para a remoção de estruturas de concreto que dificultam o acesso às áreas mais profundas do terreno.

Ao todo, a estimativa é que oito pessoas tenham sido atingidas pelo colapso da estrutura de 12 andares, ocorrido por volta das 2h de sábado. Além dos três óbitos confirmados — que incluem uma mulher grávida e duas outras pessoas —, dois sobreviventes foram resgatados com ferimentos leves e encaminhados ao Pronto-Socorro do Tatuapé para atendimento médico.

Histórico de irregularidades e ação judicial

O desastre trouxe à tona um histórico conturbado envolvendo a regularidade da obra. Registros da Prefeitura de São Paulo indicam que o imóvel foi alvo de sucessivas fiscalizações e processos judiciais desde 2019, quando um pedido inicial de alvará foi indeferido. A administração municipal chegou a aplicar multas, que somaram R$ 119 mil, e obteve uma liminar judicial para paralisar as atividades no local devido à natureza irregular da construção.

A situação ganhou um novo desdobramento em 2023, quando um novo projeto foi submetido e aprovado pela prefeitura, sob a condição obrigatória de que a estrutura anterior fosse demolida. Embora uma vistoria técnica realizada em fevereiro de 2024 tenha atestado o cumprimento da demolição, o processo judicial foi extinto, mas a tragédia atual coloca em xeque a veracidade dessas verificações.

Investigação sobre falhas na fiscalização

Diante da gravidade do caso, a Controladoria Geral do Município (CGM) instaurou uma apuração interna para investigar possíveis falhas ou irregularidades na fiscalização da obra. Suspeitas preliminares apontam que a demolição exigida pela prefeitura pode não ter sido executada conforme o relatado no laudo técnico. Como medida preventiva, a servidora responsável pela vistoria foi afastada de suas funções por 30 dias para evitar interferências na coleta de provas.

Enquanto a Polícia Civil conduz o inquérito para determinar as causas do desabamento, a Defesa Civil isolou a área e interditou três residências vizinhas por risco estrutural. Embora o período tenha sido marcado por chuvas na capital paulista, as autoridades ressaltam que é prematuro atribuir o colapso exclusivamente a fatores climáticos.

Posicionamento da construtora

A New Home Construtora, responsável pela obra, emitiu nota oficial informando que iniciou uma investigação interna para esclarecer o ocorrido. A empresa declarou que não há elementos suficientes para determinar a causa técnica do desabamento e sugeriu que movimentações de terra em um terreno vizinho podem ter influenciado a estabilidade do prédio. A construtora afirmou ainda que está prestando assistência às famílias atingidas e que não se eximirá de eventuais responsabilidades legais.

O M1 Metrópole segue acompanhando o desenrolar das buscas e as atualizações das investigações oficiais sobre este caso que chocou a capital paulista. Para se manter informado sobre os desdobramentos desta e de outras notícias relevantes da cidade, continue acompanhando nosso portal, onde prezamos pela apuração rigorosa e pelo compromisso com a verdade dos fatos.

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