A tenista brasileira Luisa Stefani vive um momento de ascensão meteórica no circuito internacional. Nesta quarta-feira (9), a paulista entra em quadra no complexo de Flushing Meadows, em Nova York, para disputar uma vaga na grande final do US Open, um dos quatro torneios que compõem o seleto grupo dos Grand Slams. Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, sua parceira de longa data, a atleta busca consolidar uma temporada marcada pela regularidade e pelo alto desempenho nas quadras rápidas dos Estados Unidos.
Trajetória de sucesso e consistência nas quadras
A classificação para a semifinal foi conquistada com autoridade na última terça-feira (8). Em um confronto que durou uma hora e 32 minutos, a dupla superou as chinesas Jiang Xinyu e Zhang Shuai por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4. A vitória demonstrou o amadurecimento tático da parceria, que soube controlar os momentos de pressão e manter a eficiência nos serviços, mesmo diante de adversárias que buscavam imprimir um ritmo agressivo.
O desempenho em 2026 reforça o status de Luisa Stefani como uma das principais duplistas da atualidade. A parceria com Dabrowski atingiu, no mínimo, a fase de semifinais em todos os Grand Slams disputados nesta temporada, com destaque para a final alcançada em Wimbledon. Além do sucesso nos torneios de elite, a dupla já acumula três títulos importantes no circuito da WTA, conquistados em Dubai, Estrasburgo e Eastbourne.
Desafio decisivo em Flushing Meadows
O duelo desta quarta-feira, previsto para ocorrer na quadra Louis Armstrong, coloca frente a frente a experiência da dupla luso-canadense contra as norte-americanas Robin Montgomery e Ashlyn Krueger. Para Stefani, o torneio em Nova York possui um significado especial e, por vezes, desafiador. Foi nesta mesma competição, em 2021, que a brasileira sofreu uma grave lesão no joelho direito, episódio que interrompeu sua carreira por mais de um ano.
Superar a barreira da semifinal no US Open seria um marco na carreira da tenista. Em 2023, ela chegou a esta mesma fase ao lado de Jennifer Brady, mas acabou superada pela dupla formada por Laura Siegemund e Vera Zvonareva. Agora, com a maturidade conquistada após o retorno às quadras e o título de Grand Slam já alcançado nas duplas mistas — no Aberto da Austrália de 2023, ao lado de Rafael Matos —, a brasileira busca seu primeiro troféu de elite na categoria feminina.
Ascensão no ranking e metas futuras
Além da glória esportiva, a campanha em Nova York tem reflexos diretos na classificação mundial. Com a vitória nas quartas de final, Stefani já garantiu a subida para o terceiro lugar no ranking de duplas da WTA, superando inclusive sua parceira atual, Dabrowski. Caso conquiste o título do US Open, a brasileira poderá alcançar a segunda posição da lista, ficando atrás apenas da tcheca Katerina Siniakova.
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