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Uso de inteligência artificial em vídeo de Joaquim Barbosa gera ruído político

Getty Images
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Uso de inteligência artificial em vídeo de Joaquim Barbosa gera ruído político

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, viu seu nome envolvido em uma polêmica digital nesta sexta-feira (22). Um vídeo produzido pelo seu partido, o Democracia Cristã (DC), utilizou recursos de inteligência artificial para simular falas e imagens do ex-magistrado, apresentando-o como pré-candidato à presidência da República. A peça publicitária, contudo, não contou com o aval ou o conhecimento prévio de Barbosa.

No conteúdo audiovisual, que circula nas redes sociais, a simulação mostra o ex-ministro afirmando que “chegou a hora de virar a página”. A montagem intercala essa fala com registros de figuras políticas, como Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula, em contextos de críticas. É importante ressaltar que tanto a imagem quanto a voz de Barbosa no vídeo são geradas artificialmente, não correspondendo a uma gravação real do ex-ministro.

Posicionamento e condições para uma eventual candidatura

Desde que oficializou sua filiação ao DC, Joaquim Barbosa tem mantido uma postura cautelosa. O ex-ministro tem reiterado que sua entrada na legenda visa, primordialmente, participar do debate público durante o ano eleitoral. Ele nega qualquer intenção de se lançar em “aventuras” políticas sem um planejamento sólido.

Para que uma candidatura se concretize, Barbosa impôs condições claras. O ex-ministro defende que qualquer projeto político deve ser estruturado com base em um programa de governo robusto, elaborado por especialistas de renome. Essa exigência reforça sua intenção de pautar sua atuação por critérios técnicos e programáticos, distanciando-se de estratégias de marketing que não condizem com sua trajetória.

Crise interna e repercussão no Democracia Cristã

A movimentação do partido em torno do nome de Barbosa tem gerado atritos internos no Democracia Cristã. A legenda já contava com o ex-ministro Aldo Rebelo como pré-candidato, e a sobreposição de nomes criou um cenário de incerteza e disputa dentro da sigla. O uso de tecnologias de IA sem o devido alinhamento com o protagonista da peça apenas intensificou o desconforto entre as alas do partido.

Profissionais envolvidos na construção da possível pré-candidatura de Barbosa também se manifestaram para desvincular o ex-ministro da iniciativa. Adriano Gehres, coordenador de pesquisas qualitativas do DC, afirmou categoricamente que o vídeo não passou por testes ou aprovação. Segundo ele, a peça foi uma “iniciativa isolada” do partido, o que levanta questionamentos sobre a governança e a comunicação estratégica da legenda neste momento pré-eleitoral.

O episódio serve como um alerta sobre os riscos do uso de tecnologias de manipulação de imagem no debate político. A utilização de ferramentas digitais sem transparência pode comprometer a credibilidade de figuras públicas e gerar desinformação, um desafio crescente para as instituições democráticas. Para acompanhar os desdobramentos desta e de outras notícias sobre o cenário político nacional, continue navegando pelo M1 Metrópole, seu portal de referência para uma cobertura jornalística séria, atualizada e comprometida com a verdade.

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