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Desempenho global no Pisa atinge nível mais baixo da história e Brasil permanece estagnado

Desempenho global no Pisa atinge nível mais baixo da história e Brasil permanece estagnado

O cenário da educação básica global enfrenta um momento crítico. Dados divulgados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025 revelam que os países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) registraram o pior desempenho de sua história nas três áreas avaliadas: ciências, leitura e matemática. O Brasil, por sua vez, mantém um quadro de estagnação, permanecendo distante das médias observadas nas nações mais desenvolvidas.

Crise estrutural na educação global

Após uma queda considerada sem precedentes durante o período da pandemia, iniciada em 2022, os resultados mais recentes indicam que a recuperação esperada não se concretizou. Pelo contrário, o desempenho dos estudantes de 15 anos continua em trajetória descendente em grande parte do globo, sinalizando problemas estruturais profundos nos sistemas de ensino.

O relatório da OCDE detalha que a queda em matemática foi particularmente acentuada após 2018. Em leitura, o declínio é observado desde o pico atingido por volta de 2012, enquanto em ciências a redução tem sido gradual ao longo da última década. Especialistas alertam que uma variação de 20 pontos no Pisa equivale a um ano inteiro de aprendizagem, o que significa que os jovens atuais possuem, em média, um ano e meio a menos de domínio de conteúdo do que seus pares de duas décadas atrás.

O cenário brasileiro frente aos indicadores internacionais

Enquanto as nações desenvolvidas enfrentam retrocessos, o Brasil segue em um patamar de estagnação que já dura cerca de dez anos. O país, que não integra o grupo dos 23 membros fundadores da OCDE utilizados para as comparações históricas, continua a registrar resultados que o posicionam longe das médias globais de referência.

A avaliação de 2025 contou com a participação de mais de 760 mil estudantes em 91 países e regiões. No Brasil, a amostra superou a marca de 30 mil jovens. Além das competências tradicionais, a edição deste ano incluiu a capacidade de resolução de problemas, um indicador que ganha cada vez mais relevância no mercado de trabalho contemporâneo e na formação cidadã.

Impactos e perspectivas para o futuro

A proporção de jovens que não atingem o nível básico de proficiência nas três áreas avaliadas subiu de 25%, em 2022, para 29% em 2025. Esse dado reflete um desafio urgente para as políticas públicas de educação, que precisam transitar da fase de contenção de danos pós-pandemia para uma estratégia efetiva de recuperação de aprendizagem.

A estagnação brasileira, em um contexto onde até os países de alto desempenho apresentam quedas, reforça a necessidade de um debate sobre a qualidade do ensino oferecido nas escolas. O monitoramento contínuo desses indicadores, como aponta o relatório oficial da OCDE, é fundamental para que governos possam ajustar suas estratégias pedagógicas e garantir que as próximas gerações não sofram com o déficit acumulado.

O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos desses resultados e as análises de especialistas sobre o futuro da educação no Brasil e no mundo. Continue conosco para se manter informado sobre os temas que impactam a sociedade, a política e o desenvolvimento do país com a profundidade que você exige.

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