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Incêndio destrói dezenas de moradias e deixa famílias desabrigadas na Zona Norte de São Paulo

Incêndio destrói dezenas de moradias e deixa famílias desabrigadas na Zona Norte de São Paulo
Foto: Reprodução

A manhã de domingo (6) foi marcada pelo desespero e pela destruição na Favela do Verde, localizada no Parque Novo Mundo, Zona Norte de São Paulo. Um incêndio de grandes proporções atingiu a comunidade, consumindo ao menos 25 barracos e deixando dezenas de famílias sem teto. A rápida propagação das chamas, facilitada pela estrutura de madeira das residências e pela proximidade entre elas, transformou o cenário local em um rastro de cinzas em questão de minutos.

A luta pela sobrevivência e a perda do patrimônio

O fogo teve início por volta das 9h35, nas proximidades da Rua Giuseppe Marino. Moradores relataram momentos de pânico ao perceberem a fumaça densa que tomava conta do local. Reginaldo Belarmino, um dos atingidos, descreveu a tentativa frustrada de conter o avanço do fogo. “Já acordei com o pessoal gritando. Quando corri, a gente foi jogar água, mas o fogo veio de vez. Só tirei a roupa do corpo porque não dava mais para pegar as coisas”, relatou.

Apesar da gravidade do ocorrido, não houve registro de feridos. A agilidade dos moradores em deixar a área foi fundamental para evitar uma tragédia humana maior. No entanto, a perda material é total para muitos. Documentos, móveis, roupas e até animais de estimação foram consumidos pelas chamas, deixando os sobreviventes em uma situação de vulnerabilidade extrema.

Operação de combate e riscos estruturais

O Corpo de Bombeiros trabalhou intensamente por cerca de três horas para controlar o incêndio, que foi debelado por volta do meio-dia. A atuação das equipes foi focada não apenas no combate às chamas, mas também na contenção dos moradores que, em um momento de desespero, tentavam retornar às áreas de risco para recuperar pertences.

“Temos uma população querendo sair e alguns querendo entrar. Precisamos controlar e facilitar a fuga das pessoas e esclarecer que elas não podem voltar, porque trariam risco para elas e para nós também”, explicou o bombeiro Gabriel Palopoli. O risco de desabamento e a instabilidade das estruturas remanescentes exigiram um isolamento rigoroso da área afetada.

Assistência pública e o dilema da moradia

Após o controle do fogo, o desafio passou a ser o acolhimento das famílias. A Prefeitura de São Paulo informou que equipes da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social realizaram o cadastro de 45 famílias, totalizando 125 pessoas. Embora tenham sido distribuídos itens de primeira necessidade, como cobertores e água, a solução definitiva para a falta de moradia permanece como a principal demanda dos atingidos.

Muitos moradores, como Maria Ferreira dos Santos, questionam a eficácia das medidas emergenciais. “Eu não quero colchão e cesta básica. Vou cozinhar onde? Eu não sei para onde vou”, desabafou, reforçando a necessidade de políticas habitacionais mais robustas. A Secretaria Municipal de Habitação informou que avalia a inclusão das vítimas no cadastro da demanda habitacional da cidade, conforme reportado pelo G1.

O M1 Metrópole segue acompanhando o desdobramento deste caso e a assistência prestada às famílias da Favela do Verde. Continue conosco para se manter informado sobre esta e outras notícias que impactam a realidade da nossa capital e região.

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