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Despedida do sorvete Häagen-dazs do Brasil gera comoção e debate sobre lealdade a marcas

Despedida do sorvete Häagen-dazs do Brasil gera comoção e debate sobre lealdade a marcas
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O anúncio da saída do sorvete americano Häagen-Dazs do mercado brasileiro, previsto para 27 de agosto de 2026, provocou um verdadeiro rebuliço entre consumidores e gerou intensos debates nas redes sociais. A notícia, que rapidamente se espalhou, revelou a forte conexão emocional que muitos brasileiros mantêm com marcas, mesmo aquelas de nicho ou com preços mais elevados.

A repercussão foi imediata e multifacetada. Enquanto alguns lamentavam a perda de um produto que consideravam sinônimo de qualidade e indulgência, outros aproveitavam a oportunidade para tecer comentários de cunho político, culpando ou celebrando a retirada de uma marca estrangeira do cenário nacional. A página oficial da Häagen-Dazs no Instagram foi inundada por mensagens de pesar, súplicas para que a decisão fosse revertida e demonstrações de apego por parte de uma base de fãs dedicada.

A força da conexão emocional com produtos

A lealdade a marcas não é um fenômeno recente, mas a era digital amplifica a voz dos consumidores, transformando cada despedida em um evento público. O apego a produtos e empresas transcende a mera funcionalidade, alcançando um patamar de identificação pessoal e até mesmo de status. O autor do blog Cozinha Bruta, Marcos Nogueira, relembra que, em sua juventude, já era comum ver pessoas pagando para exibir logotipos de marcas como a Coca-Cola em suas roupas, transformando-se em outdoors ambulantes.

Essa relação de afeto e identificação se estende a diversos setores, desde companhias aéreas que marcaram épocas, como a falecida Varig, Vasp e Transbrasil, até produtos de consumo diário. A decisão pessoal de abandonar os cigarros Marlboro, por exemplo, ilustra como a conexão pode ser profunda, mesmo quando o produto em si permanece disponível no mercado. No caso do Häagen-Dazs, a comoção reflete não apenas a qualidade intrínseca do sorvete, mas também o valor simbólico que ele adquiriu para muitos consumidores ao longo dos anos.

Evolução do mercado de sorvetes no Brasil

A história do mercado de sorvetes no Brasil é marcada por transformações e consolidações. Na infância do jornalista Marcos Nogueira, o cenário era dominado por poucas marcas: Yopa, Gelato e Kibon. A Yopa foi posteriormente incorporada pela Nestlé, enquanto a Kibon foi adquirida pela Unilever em 1997, mantendo seu nome e integrando ativos importantes como a casquinha Cornetto, antes pertencente à extinta Gelato. Hoje, a Kibon faz parte da The Magnum Ice Cream Company, um reflexo da globalização e da concentração de mercado.

A chegada da Häagen-Dazs ao Brasil, também em 1997, foi um marco. Na época, a Folha de S.Paulo dedicou uma reportagem ao que foi considerado um

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