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Renan, Caiado e Zema alinham pautas de ajuste fiscal e segurança em debate com investidores

Em um encontro estratégico com investidores realizado nesta segunda-feira (17), em São Paulo, os candidatos à Presidência Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) apresentaram suas diretrizes para a economia e a segurança pública. O evento, promovido pelo banco Santander, serviu como vitrine para que os postulantes ao Palácio do Planalto detalhassem propostas que buscam atrair o mercado financeiro e dialogar com o eleitorado preocupado com a instabilidade fiscal e a criminalidade.

Ajuste fiscal como prioridade na agenda econômica

Renan Santos abriu o debate defendendo uma transição baseada em um rigoroso corte de despesas. O candidato apresentou sua versão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, projetando uma economia de R$ 1,1 trilhão até 2031. Segundo ele, o controle das contas públicas é a condição indispensável para que o governo recupere a capacidade de investimento e garanta previsibilidade ao país.

Já Ronaldo Caiado focou na limitação do gasto público em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). O ex-governador de Goiás propõe uma emenda constitucional que estabeleça um teto de 50% do PIB para as despesas anuais, com o objetivo de reduzir a dívida pública. A meta, segundo o candidato, é alcançar uma redução de até 2% no endividamento até o final de 2030, consolidando um cenário de maior equilíbrio fiscal.

Privatizações e reforma administrativa no foco de Zema

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, reforçou sua agenda liberal ao listar pilares que incluem privatizações, reforma administrativa e revisão de programas sociais. Zema foi enfático ao declarar que pretende privatizar empresas estatais, citando que seu vice, Mateus Simões, deve conduzir o processo de venda da Cemig.

No campo social, o candidato propôs endurecer as regras para a concessão de auxílios. Zema defende que beneficiários que recusarem três ofertas de emprego percam o auxílio, argumentando que o país precisa combater a dependência estatal. O discurso alinha-se à sua visão de que o Estado deve priorizar a eficiência e a produtividade no mercado de trabalho.

Estratégias para o combate ao crime organizado

A segurança pública foi o tema que mais gerou propostas distintas entre os candidatos. Renan Santos defendeu uma reforma profunda na execução penal, incluindo o fim da audiência de custódia e da progressão de pena, sob o argumento de que a sensação de insegurança deve ser combatida com medidas federais enérgicas. O candidato ressaltou que, embora a solução dependa dos estados, o governo federal deve liderar uma agenda nacional.

Ronaldo Caiado criticou a atual gestão federal e prometeu a criação de um Ministério da Segurança Pública via medida provisória. Sua proposta mais ousada envolve a criação de uma guarda sul-americana, uma força policial integrada entre países vizinhos para combater o crime transnacional. Paralelamente, Romeu Zema defendeu o enquadramento de facções criminosas como grupos terroristas, sugerindo penas de 25 anos sem benefícios para membros dessas organizações.

O cenário eleitoral também foi pauta nos bastidores do evento. Renan Santos comentou a entrada de Pablo Marçal (PRTB) na disputa, avaliando que o movimento beneficiaria Flávio Bolsonaro (PL). Além disso, o candidato rebateu declarações de Gilberto Kassab (PSD) sobre o posicionamento do Centrão, negando que o grupo atue como uma entidade política coesa e alinhada ao governo Lula (PT).

O M1 Metrópole segue acompanhando de perto a agenda dos candidatos e os desdobramentos das propostas apresentadas ao mercado. Continue conosco para análises aprofundadas sobre o cenário político nacional e as decisões que impactam o futuro do Brasil. Para mais informações, acesse o portal g1.globo.com.

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