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Investigação apura morte de recém-nascido ferido por bisturi em hospital de Ribeirão Preto

Investigação apura morte de recém-nascido ferido por bisturi em hospital de Ribeirão Preto
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Um caso de extrema gravidade chocou a comunidade médica e a população de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Um recém-nascido, que havia chegado ao mundo prematuramente, faleceu na última quinta-feira (20) após sofrer um ferimento causado por um bisturi durante o procedimento de cesariana. O parto foi realizado nas dependências do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

De acordo com informações registradas em boletim de ocorrência, o trauma ocorreu no dia 18, durante a cirurgia. O bebê chegou a passar por intervenções de emergência conduzidas por uma equipe de neurocirurgia, mas não resistiu a um sangramento no crânio. A mãe, residente na cidade vizinha de Serrana, encontra-se em recuperação e apresenta quadro clínico estável após o procedimento.

Apuração dos fatos e trâmites legais

A morte do recém-nascido é agora objeto de uma investigação conduzida pela Polícia Civil. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária de Ribeirão Preto e está sob responsabilidade do 3º Distrito Policial da cidade. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que os detalhes do inquérito estão sendo preservados para garantir a integridade e o sigilo necessários ao andamento das apurações.

Em nota oficial, o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto confirmou a abertura de um procedimento interno para analisar o episódio. A instituição enfatizou a necessidade de uma análise técnica, isenta e aprofundada, buscando evitar conclusões precipitadas sobre a conduta médica adotada. O hospital assegurou que está colaborando integralmente com as autoridades competentes, fornecendo todas as informações solicitadas para o esclarecimento do ocorrido.

Contexto clínico e riscos em procedimentos de urgência

Embora a cesariana seja um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns e seguros na obstetrícia moderna, a literatura médica reconhece a possibilidade de intercorrências. Especialistas apontam que lesões fetais acidentais, embora raras, podem ocorrer durante a incisão uterina, especialmente em cenários de alta complexidade.

Segundo a ginecologista e obstetra Mirela Jiménez, da Febrasgo, o risco de complicações pode ser elevado por fatores como:

  • Prematuridade extrema do feto;
  • Ausência de trabalho de parto prévio, que mantém a parede uterina mais espessa;
  • Redução do volume de líquido amniótico;
  • Necessidade de rapidez extrema em cesáreas de urgência;
  • Presença de cicatrizes uterinas anteriores ou aderências.

A comissão interna do hospital deverá avaliar se esses fatores, somados ao contexto de urgência da cirurgia, contribuíram para o desfecho trágico. O caso reacende o debate sobre os protocolos de segurança em cirurgias obstétricas de alto risco e o acompanhamento de gestações prematuras.

O M1 Metrópole segue acompanhando o desenrolar das investigações e trará atualizações assim que novos dados forem divulgados pelas autoridades ou pela instituição hospitalar. Nosso compromisso é manter você informado com rigor, transparência e seriedade sobre os temas que impactam a sociedade. Continue acompanhando nosso portal para mais reportagens aprofundadas sobre saúde, cotidiano e os fatos que marcam o dia a dia da nossa região.

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