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Prefeitura de São Paulo lança licitação para transformar Favela do Moinho em parque na segunda

Prefeitura de São Paulo lança licitação para transformar Favela do Moinho em parque na segunda
1 de 1 Antiga Favela do Moinho, no Centro de SP, será transformada em parque — Foto: Reprodução/TV Globo

A área onde funcionava a antiga Favela do Moinho, localizada no Centro de São Paulo, dará lugar a um novo espaço verde para a população. O edital de licitação para a execução das intervenções será lançado na próxima segunda-feira, marcando uma nova fase na transformação urbanística da região central da capital paulista.

O projeto prevê a revitalização de um terreno que abrigou uma das comunidades mais emblemáticas da cidade. A iniciativa busca integrar o espaço à dinâmica urbana, oferecendo novas opções de lazer e convivência para moradores e visitantes que transitam diariamente pelo centro da capital.

Estrutura e planejamento das obras

Com um contrato estimado em R$ 41 milhões e um prazo de execução de 24 meses, o projeto arquitetônico contempla diversas opções de infraestrutura pública. Entre as melhorias planejadas estão quadras esportivas, pista de skate, além de áreas destinadas a caminhadas, ciclistas e atividades culturais e educativas.

O parque será construído em uma extensão de pouco mais de 61 mil metros quadrados. Esse perímetro engloba o terreno da antiga comunidade e uma faixa adjacente situada sob o Viaduto Engenheiro Orlando Murgel, delimitada pelas linhas 7-Rubi e 8-Diamante de trens.

Histórico de vulnerabilidade e desocupação

O surgimento da ocupação remonta à década de 1980, após o encerramento das atividades do Moinho Central, que funcionava como processador de farinha de trigo. Ao longo das décadas seguintes, os moradores enfrentaram condições precárias de habitação, marcadas por episódios graves como pelo menos quatro grandes incêndios, sendo o mais severo registrado em 2011.

Em 2024, o local ganhou destaque no noticiário policial após uma operação que resultou na prisão de Leonardo Monteiro Moja, apontado pelas autoridades como chefe do tráfico na comunidade. Em julho deste ano, a União, detentora legal do espaço, repassou a área para a administração estadual, viabilizando a desocupação completa, concluída em setembro com a demolição das últimas estruturas.

Destino das famílias e novos projetos

O processo de desocupação envolveu o encaminhamento dos antigos moradores para novas moradias avaliadas em até R$ 250 mil. Desse total, R$ 180 mil foram aportados pelo governo federal, enquanto o restante coube ao governo estadual, com preferência por unidades localizadas na própria região central.

Além da implantação da área verde, o planejamento urbanístico prevê a construção de uma nova estação ferroviária em um terreno vizinho. O cronograma oficial estima que as intervenções comecem no início de 2027, com entrega final prevista para meados de 2028.

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