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Governo Lula mobiliza Simone Tebet em defesa do etanol contra tarifas dos EUA

Governo Lula mobiliza Simone Tebet em defesa do etanol contra tarifas dos EUA
12.jul.2026/Folhapress

O governo federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), designou a ex-ministra do Planejamento e pré-candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB), para articular e apresentar as medidas de mitigação contra o aumento das tarifas impostas pelo governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao setor de etanol brasileiro. A iniciativa visa proteger um dos pilares da economia agrícola nacional, buscando soluções para os desafios impostos no cenário internacional.

A movimentação estratégica de escalar Tebet reflete a importância do setor sucroenergético para o Brasil e a necessidade de uma resposta coordenada para defender os interesses dos produtores. A ex-ministra tem percorrido regiões-chave, como a de São José do Rio Preto, em São Paulo, onde se reuniu com empresários e representantes do setor para detalhar as ações governamentais.

Impacto das tarifas americanas e a resposta brasileira

A decisão do governo Trump de elevar as tarifas sobre o etanol importado, passando de 30% para 32%, gerou preocupação entre os produtores brasileiros. Essa medida, embora aparentemente pequena em porcentagem, tem um impacto significativo em um mercado de grande volume como o de combustíveis. O Brasil, um dos maiores produtores e exportadores de etanol do mundo, viu-se diante da necessidade de reavaliar suas estratégias de mercado e buscar alternativas para compensar possíveis perdas.

Em resposta a esse cenário e visando também à estabilidade dos preços da gasolina em meio à escalada da guerra no Irã, o governo brasileiro adotou uma medida interna crucial: o aumento da concentração de etanol anidro na gasolina, que passou de 30% para 32%. Essa alteração, além de ser uma resposta direta às tarifas externas, também se alinha à política energética nacional de incentivo aos biocombustíveis e à redução da dependência de combustíveis fósseis.

Cálculos e projeções para o setor de etanol

Durante seus encontros com o setor, Simone Tebet apresentou projeções que demonstram a capacidade do mercado interno de absorver o volume que seria afetado pelas tarifas americanas. Segundo os cálculos detalhados pela ex-ministra, as sobretaxas impostas pelos Estados Unidos poderiam resultar em uma redução de aproximadamente 250 milhões de litros de etanol exportados anualmente. No entanto, o aumento da concentração do biocombustível no mercado interno é projetado para gerar um consumo extra de cerca de 1 bilhão de litros por ano.

Essa diferença substancial de 750 milhões de litros a mais no consumo interno em comparação com a potencial perda de exportação aos EUA, reforça o argumento do governo de que a medida interna não apenas compensa, mas supera as eventuais perdas decorrentes da política tarifária americana. A estratégia busca garantir a sustentabilidade e o crescimento do setor, protegendo empregos e investimentos.

A relevância política de Simone Tebet na articulação

A escolha de Simone Tebet para essa missão não é aleatória. O Partido dos Trabalhadores (PT) e a campanha de Lula consideram a ex-ministra um

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