PUBLICIDADE

Nova pesquisa Genial/Quaest revela Lula à frente de Flávio Bolsonaro com 8 pontos de vantagem no segundo turno

10.fev.26/Presidência da República / Reuters
10.fev.26/Presidência da República / Reuters

Uma nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu uma vantagem de oito pontos percentuais sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno para as eleições de 2026. Segundo os dados, o petista venceria o pleito com 45% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro.

Os resultados indicam que 14% dos eleitores entrevistados declararam voto em branco, nulo ou afirmaram que não compareceriam às urnas, enquanto 4% se mostraram indecisos. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais, realizadas entre os dias 10 e 13 de julho. O estudo possui um nível de confiança de 95% e uma margem de erro máxima de aproximadamente dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Cenário eleitoral para 2026: Lula e Flávio Bolsonaro

A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro, que era de seis pontos em julho, oscilou dentro da margem de erro, mas mantém o presidente à frente. No mês anterior, Lula registrava 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio. Em maio, a situação era ainda mais apertada, com Lula marcando 42% e o congressista do PL com 41%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa. Essa progressão demonstra uma consolidação da liderança do atual presidente, enquanto o cenário para seu principal adversário se mostra mais desafiador.

Variação dos índices e tendências de rejeição

Os dados da Genial/Quaest também revelam uma tendência de queda na rejeição de Lula, que atualmente está em 50%. Em contrapartida, a rejeição a Flávio Bolsonaro apresenta um viés de alta, atingindo 57%. Esses números são cruciais para entender a dinâmica eleitoral, pois a rejeição pode ser um fator determinante na decisão do eleitor, especialmente em um segundo turno, onde a escolha muitas vezes recai sobre o candidato menos rejeitado.

Repercussões políticas e o contexto bolsonarista

A divulgação da pesquisa ocorre em um momento de turbulência no campo bolsonarista. Recentemente, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou um vídeo no qual acusava Flávio de desrespeito e maus-tratos, sugerindo que ele não desejava seu apoio. Esse episódio tornou público um acirramento dos conflitos internos na família Bolsonaro, gerando repercussão e especulações sobre o impacto na imagem do senador.

Em resposta, Flávio Bolsonaro leu uma carta na qual Jair Bolsonaro reafirmava seu apoio ao filho na eleição presidencial. Paralelamente, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes decretou a proibição de visitas de Flávio a Jair, alegando descumprimento de medida cautelar que impede o ex-presidente de usar redes sociais, diretamente ou por terceiros. Tais eventos, com grande visibilidade midiática, podem ter influenciado a percepção pública e os índices de rejeição dos candidatos.

Primeiro turno: panorama dos candidatos testados

Na pesquisa estimulada de primeiro turno, Lula mantém a liderança com 40% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 28%. Outros nomes testados incluem Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, seguido por Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) registraram 1% cada, enquanto os demais candidatos não pontuaram. Os indecisos somam 11%, e 8% afirmaram que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam.

Em outras simulações de segundo turno, Lula também aparece à frente de todos os adversários testados. O petista marca 45% contra 36% de Caiado, 35% de Zema e 33% de Renan Santos, reforçando sua posição de liderança no cenário eleitoral projetado.

Avaliação do governo Lula atinge novo patamar

A pesquisa Genial/Quaest também aferiu a avaliação do governo Lula, que registrou um índice positivo de 36%, o maior da série histórica iniciada em julho de 2025. A avaliação negativa se igualou à positiva, também em 36%, marcando o menor patamar negativo da série. O índice regular ficou em 26%. Esses dados refletem a percepção da população sobre a gestão atual e podem ter um impacto direto nas intenções de voto para as próximas eleições, influenciando a narrativa e a estratégia dos candidatos.

Para acompanhar todos os desdobramentos do cenário político e eleitoral brasileiro, além de análises aprofundadas e notícias contextualizadas sobre os mais variados temas, continue navegando no M1 Metrópole. Nosso compromisso é com a informação relevante e de qualidade, mantendo você sempre atualizado sobre o que realmente importa.

Leia mais

PUBLICIDADE