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Governo federal assina contratos para retomar obras da fábrica de fertilizantes em Três Lagoas

Ricardo Stuckert / PR
Ricardo Stuckert / PR

Retomada estratégica para a soberania nacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, nesta quinta-feira (25), a assinatura dos contratos que marcam a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), localizada em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. O projeto, que estava paralisado desde 2015, integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e representa um movimento do governo para reduzir a dependência externa do agronegócio brasileiro.

A conclusão da planta demandará investimentos superiores a R$ 5 bilhões. Após uma nova rodada de reavaliações técnicas e econômicas conduzidas pela Petrobras, a estatal confirmou a viabilidade do empreendimento. Durante a cerimônia de assinatura, o presidente destacou que a iniciativa é um passo fundamental para garantir a soberania nacional, evitando que o país dependa excessivamente da importação de insumos agrícolas essenciais.

Impacto na produção e logística agrícola

A expectativa é que a unidade entre em operação comercial em 2029. Quando estiver a pleno vapor, a fábrica terá capacidade para produzir 3,6 mil toneladas diárias de ureia granulada e 2,2 mil toneladas diárias de amônia. Anualmente, o volume de ureia produzido deve atingir 1,3 milhão de toneladas, o que corresponde a cerca de 16% da demanda nacional pelo insumo.

A localização em Três Lagoas não foi escolhida ao acaso. O Centro-Oeste é o coração do agronegócio brasileiro, respondendo por 40% do consumo de ureia no país, com foco em culturas como milho, cana-de-açúcar e algodão. A proximidade com os polos produtores promete reduzir drasticamente os custos logísticos e aumentar a confiabilidade do abastecimento para agricultores de estados como Mato Grosso, Goiás, Paraná e São Paulo, além do próprio Mato Grosso do Sul.

Expansão do portfólio da Petrobras

A UFN-III faz parte de um plano mais amplo da Petrobras para o setor de fertilizantes. Atualmente, a estatal mantém quatro unidades no Novo PAC: Fafen-BA, Fafen-SE, ANSA e a própria UFN-III. A estratégia da empresa é ambiciosa: com a operação dessas plantas, a estatal projeta atender cerca de 35% do mercado nacional de ureia até o final da década.

O cenário atual reforça a urgência dessa retomada. Historicamente, o Brasil enfrentou uma dependência quase total das importações para suprir a demanda por ureia. Ao investir na reativação e conclusão dessas fábricas, o governo busca equilibrar a balança comercial e proteger o setor produtivo contra a volatilidade dos preços internacionais e eventuais crises de abastecimento global. Para mais detalhes sobre o andamento das obras e outros desdobramentos do setor, continue acompanhando o M1 Metrópole, seu portal de referência para notícias relevantes e atualizadas.

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