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Brasil reforça combate à poliomielite com nova dose de vacina para crianças de 4 anos

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou a retomada da dose de reforço da vacina contra a poliomielite para crianças de quatro anos, uma medida que visa fortalecer a proteção infantil contra a doença no Brasil. A mudança no calendário nacional de vacinação entra em vigor a partir de 3 de agosto, marcando um ajuste estratégico nas políticas de saúde pública para manter o país livre do poliovírus selvagem.

Essa decisão reflete a constante avaliação e adaptação das estratégias de imunização, buscando garantir a máxima cobertura e eficácia na prevenção de doenças que, no passado, causaram grande impacto na saúde da população. A poliomielite, ou paralisia infantil, é uma ameaça séria que exige vigilância contínua e programas de vacinação robustos.

Novo esquema vacinal: mais proteção injetável

O novo esquema de vacinação contra a poliomielite será composto por três doses da vacina inativada de poliomielite (VIP), administradas por injeção, seguidas de dois reforços. As doses iniciais da VIP serão aplicadas aos dois, quatro e seis meses de idade. Os reforços estão previstos para os 15 meses e, agora, aos quatro anos de idade.

Até o ano de 2024, o calendário nacional de vacinação previa três doses da VIP e dois reforços com a vacina oral poliomielite (VOP), popularmente conhecida como a ‘gotinha’. Com a atualização, o imunizante passa a ser aplicado exclusivamente por injeção em todas as etapas, uma prática que se alinha a recomendações internacionais e visa aprimorar a segurança e a eficácia da imunização.

A importância da vacinação infantil contra a poliomielite

A poliomielite é uma doença viral altamente contagiosa que pode ter consequências devastadoras. Transmitida principalmente por meio do contato direto com pessoas infectadas ou com água e alimentos contaminados, a doença atinge o sistema nervoso e pode causar paralisia irreversível, especialmente nos membros inferiores. Em seus casos mais graves, a poliomielite pode levar à morte, tornando a vacinação a principal ferramenta de prevenção e erradicação.

A história do Brasil com a poliomielite é um testemunho do sucesso das campanhas de vacinação em massa. O último caso de infecção pelo poliovírus no país foi registrado em 1989, e em 1994, o Brasil recebeu a certificação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) como área livre de circulação do poliovírus selvagem. Manter essa condição é um desafio constante, que exige altas taxas de cobertura vacinal e a adesão de toda a população aos calendários recomendados.

Orientações para pais e responsáveis

É fundamental que pais e responsáveis estejam atentos ao novo calendário e garantam que seus filhos recebam todas as doses necessárias. As crianças que ainda não foram vacinadas podem receber o imunizante até os quatro anos, 11 meses e 29 dias. Para aquelas que já completaram o esquema com as três doses e um primeiro reforço, a orientação é tomar o segundo reforço aos quatro anos, respeitando um intervalo mínimo de seis meses entre o primeiro e o segundo.

Aqueles que iniciaram o esquema vacinal na rede privada e precisam completá-lo na rede pública devem seguir as mesmas diretrizes do novo calendário, garantindo a continuidade da proteção. A colaboração entre os sistemas de saúde público e privado é essencial para assegurar que nenhuma criança fique desprotegida.

Decisão estratégica e colaboração interinstitucional

A decisão de retomar a dose de reforço aos quatro anos foi cuidadosamente discutida e validada por importantes entidades de saúde. Segundo nota do Ministério da Saúde, a medida foi fruto de um diálogo com a Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Essa articulação demonstra o compromisso com a ciência e as melhores práticas em saúde pública, visando a proteção da população infantil brasileira.

A retomada do reforço é um passo importante para consolidar a imunidade coletiva e prevenir qualquer risco de reintrodução da doença no território nacional, reforçando a importância de manter as cadernetas de vacinação atualizadas. Para mais informações sobre o calendário de vacinação, acesse o portal do Ministério da Saúde: Ministério da Saúde.

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