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Voto no exterior revela divisão entre Lula e Flávio Bolsonaro em 101 países

Voto no exterior revela divisão entre Lula e Flávio Bolsonaro em 101 países
Pedro Ladeira/Bruno Santos/Folhapress

Geografia do voto brasileiro fora do país

O cenário eleitoral brasileiro estendeu suas fronteiras para além do território nacional, com mais de 300 mil cidadãos exercendo o direito ao voto em 101 países no último domingo (4). O pleito, que definiu as preferências da diáspora brasileira, consolidou uma disputa marcada pela polarização, onde o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) dividiram o protagonismo das urnas no exterior.

Os dados revelam que o petista obteve uma vantagem de aproximadamente 157 mil votos em relação ao seu adversário. Enquanto o atual presidente concentrou seu desempenho em nações europeias, no Oriente Médio e na Oceania, o senador Flávio Bolsonaro encontrou maior ressonância em países da Ásia e nas Américas, espelhando movimentos políticos regionais observados no continente americano.

Domínio geográfico e preferências por nação

A análise do mapa eleitoral internacional mostra que Lula saiu vitorioso em 64 países. Entre os destaques de preferência pelo petista estão Cuba, com 97,74% dos votos, Argélia (87,10%) e Jordânia (85,77%). Na França e na Dinamarca, o candidato também manteve índices expressivos, superando a marca de 78% da preferência local.

Por outro lado, a base de apoio de Flávio Bolsonaro mostrou força em regiões distintas. O senador obteve votações expressivas no Paraguai (84,35%), Nepal (84,62%) e Ucrânia (82,61%). O Japão, historicamente um reduto relevante para o eleitorado conservador brasileiro, também confirmou a tendência com 71,69% dos votos para o candidato do PL.

Reflexos da política internacional nas urnas

A polarização observada no Brasil encontrou eco em conflitos e tensões geopolíticas globais. Um exemplo claro dessa correlação ocorreu no Oriente Médio: na Palestina, Lula alcançou 93,09% dos votos, enquanto em Israel, o cenário se inverteu, com a vitória de Flávio Bolsonaro, que atingiu 74,29% da preferência dos brasileiros residentes no país.

O comportamento do eleitorado no exterior também foi marcado por uma baixa taxa de abstenção em comparação ao universo total de aptos, embora 32 países tenham registrado a ausência completa de comparecimento às urnas. Menos de 10% dos votantes optaram por anular o voto ou votar em branco, demonstrando um engajamento político significativo dos brasileiros que vivem fora do país.

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