PUBLICIDADE

Vacinação na gestação: como o pré-natal protege o bebê contra doenças graves

Vacinação na gestação: como o pré-natal protege o bebê contra doenças graves
Menu Assine Folha de São Paulo - marca do jornal na navegação principal Ir para o conteúdo [1] Ir para o menu [2] Ir para o rodapé [3] Entrar Entrar | Sair Buscar saúde equilíbrio todas ciência cotidiano dê um conteúdo benefício do assinante

A vacinação durante a gravidez deixou de ser uma medida voltada exclusivamente à saúde da mulher para se consolidar como uma estratégia fundamental de proteção ao recém-nascido. Ao receber imunizantes específicos durante o pré-natal, a gestante desenvolve anticorpos que atravessam a placenta, criando um escudo biológico essencial para o bebê nos primeiros meses de vida, período em que seu sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.

A ciência por trás da imunização materna

O mecanismo de proteção ocorre pela transferência passiva de anticorpos. Como muitos recém-nascidos ainda não atingiram a idade mínima para receber certas vacinas do calendário infantil, eles ficam vulneráveis a patógenos circulantes. A imunização da mãe preenche essa lacuna, oferecendo uma defesa temporária que é complementada, após o nascimento, pelo aleitamento materno, que continua fornecendo anticorpos vitais para o fortalecimento da imunidade da criança.

Calendário vacinal e proteção contra doenças graves

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza um esquema vacinal robusto para gestantes. Entre as recomendações principais estão a vacina dTpa, que combate a difteria, o tétano e a coqueluche; a vacina contra a influenza (gripe); o imunizante contra a Covid-19; e a proteção contra o vírus sincicial respiratório (VSR), um dos maiores responsáveis por casos de bronquiolite severa em bebês. Para mulheres que não completaram o esquema vacinal, a dose contra a hepatite B também é essencial.

A eficácia dessa prática é comprovada por dados clínicos. Estudos indicam que a vacinação contra a gripe durante a gestação reduz em cerca de 63% os casos da doença em lactentes nos primeiros meses de vida. No caso da coqueluche, a importância é ainda mais crítica: em 2024, o Brasil registrou quase 8 mil casos da doença e 28 mortes de menores de 1 ano. Como a vacinação infantil contra a coqueluche só tem início aos dois meses de idade, a imunização da mãe é a única forma de garantir que o bebê não esteja exposto a riscos fatais logo após o parto.

O desafio da adesão e o papel do obstetra

Apesar das evidências científicas, a cobertura vacinal entre gestantes ainda enfrenta barreiras significativas no Brasil. A desinformação que circula em redes sociais e o receio infundado sobre efeitos adversos contribuem para que a adesão seja desigual. Enquanto vacinas mais recentes, como a do VSR, tiveram boa aceitação, a imunização contra a Covid-19, por exemplo, ainda enfrenta dificuldades, mantendo-se em torno de 50% de cobertura entre o público gestante.

Especialistas apontam que a recomendação ativa do profissional de saúde é o fator determinante para reverter esse cenário. Quando o obstetra orienta a paciente logo na primeira consulta de pré-natal, a taxa de adesão pode saltar para 90%. A segurança desses imunizantes é amplamente documentada, sem associações com desfechos negativos para a mãe ou para o feto, reforçando que a vacinação é um dos pilares mais seguros e eficazes da medicina preventiva moderna. Para mais informações sobre saúde e bem-estar, continue acompanhando o M1 Metrópole, seu portal de referência para notícias com credibilidade e compromisso social.

Leia mais

PUBLICIDADE