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TSE arquiva processo do PT e libera R$ 4,96 bilhões do fundo eleitoral para 2026

TSE arquiva processo do PT e libera R$ 4,96 bilhões do fundo eleitoral para 2026
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Desfecho jurídico no Tribunal Superior Eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrou, nesta terça-feira (18), o processo que discutia a revisão dos critérios de distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições de 2026. A ação, movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT), foi extinta após a própria legenda manifestar desistência, decisão que foi prontamente acolhida de forma unânime pelo colegiado da Corte.

O encerramento do caso traz segurança jurídica ao cronograma eleitoral, uma vez que o julgamento havia sido suspenso na última quinta-feira (13). A indefinição sobre o cálculo ameaçava travar o repasse de 48% dos recursos destinados a todas as legendas, um montante crucial para o planejamento das campanhas em todo o país.

Impacto financeiro e critérios de distribuição

Para o pleito de outubro, o montante total disponível para os partidos soma R$ 4,96 bilhões. A divisão desses recursos segue uma lógica rigorosa estabelecida pela legislação eleitoral brasileira, que busca equilibrar a representatividade das siglas no Congresso Nacional com o desempenho eleitoral recente.

A distribuição dos valores é realizada conforme os seguintes parâmetros:

  • 48% baseados no número de cadeiras na Câmara dos Deputados;
  • 35% conforme a votação obtida para deputado federal em 2022;
  • 15% pelo número de cadeiras no Senado Federal;
  • 2% distribuídos de forma igualitária entre todos os partidos registrados.

Com a consolidação do cálculo, o PL permanece com a maior fatia do fundo, totalizando R$ 881,7 milhões. O PT ocupa a segunda posição, com R$ 615,4 milhões, seguido pelo União Brasil, que receberá R$ 526,2 milhões.

Origem do impasse e o caso do mandato parlamentar

A disputa judicial teve início após o deputado federal Paulão (PT-AL) perder seu mandato em decorrência de uma retotalização de votos das eleições de 2022. O PT questionava o cálculo realizado em 1º de julho, argumentando que a contagem de cadeiras deveria incluir o parlamentar, citando uma decisão anterior do ministro Dias Toffoli que suspendia o processo de cassação.

No entanto, o cenário jurídico mudou quando o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, esclareceu que a determinação de Toffoli referia-se apenas à suspensão do processo do mandato, e não à obrigatoriedade de uma nova retotalização dos votos. A ministra Estela Aranha, que havia pedido vista do processo, reforçou que a situação jurídica do mandato é o ponto central que define os atos administrativos burocráticos da Corte.

A desistência do PT encerra um capítulo de incertezas que pairava sobre o repasse de verbas públicas. O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos do calendário eleitoral e as movimentações dos partidos para o pleito de 2026, mantendo você informado com apuração de qualidade e compromisso com a transparência pública. Continue conosco para mais atualizações sobre a política nacional.

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